quinta-feira, maio 31, 2007

O quê?!

Ia eu no barco, de regresso a casa, cheia de sono quando a pestana semicerrada abriu ao ouvir a seguinte conversa entre dois jovens na casa dos 20:
- Olha, que engraçado... sabias que há um país chamado Butão?
- ya, sabia. Fogo, não me digas que não sabias!
- Não. Fica onde isso?
- Dah! Fica em África

Hm?!

Remoto, controlo remoto

A terra do dragão já não é o que era... não, não estou a falar da cidade do Porto... Estou a falar de um país cujos padrões de riqueza são diferentes dos nossos. Protegido pelos Himalaias, neste país não existe mendicidade, criminalidade ou desemprego, as pessoas não apreciam a riqueza por questões culturais e não admitem a entrada de massas turísticas.
No Butão, esse país remoto, avesso às modernices, vincado às tradições, aos costumes puros, sem mão da tecnologia, existe televisão! O actual rei, Jigme Singye Wangchuck, autorizou em 1999 que a caixinha mágica fizesse parte da vida dos butaneses. Como por magia, a vida dos butaneses mudou, para o bem e para o mal, como tudo na vida. A realidade é que a televisão é um factor de coesão familiar, isto porque as famílias mantêm-se juntas ao prestarem atenção a este objecto. Mas existe sempre o «outro lado» e esse mostra-nos que a televisão impulsiona o consumo, transmite imagens de luxúria, apela à violência, ao agir sem pensar. O Butão não funciona assim, nunca funcionou. Devem ser filtrados canais que vão ao encontro dos padrões culturais deles, assim alargam os horizontes, ficam a conhecer um pouco sobre outras culturas, sobre a natureza que tanto apreciam. Seria uma solução a ponderar.

terça-feira, maio 29, 2007

A Taça dos Portugueses

Sou do Sporting. Causam-me fastio os comentários, de quem não teve oportunidade de participar na final do jogo para obtenção da taça de Portugal, visto que os ditos são sempre de uma perspectiva da «dor de cotovelo». Pena, temos pena.
A Taça é de Portugal e para os portugueses, visto que gente de Norte a Sul do país esteve no vale do Jamor (facto que critico ou será impossivel o confronto de equipas num outro estádio?) em puro convívio. Vi gente de Almada (estranho, visto que Mário Lino diz que a Margem Sul é um deserto), de Alcochete, de Leiria, de Viseu, de Vila Viçosa e vi também muitos apoiantes do Belenenses, o que é salutar, aos quais não existe cinismo ao oferecer um copo de vinho ou uma cerveja quando a conversa se estende.
O Belenenses é uma grande equipa, não lhe poupo elogios pois estiveram muito bem durante toda a partida. Uma equipa ordeira, com fair-play e por isto até deveria dizer que este é o verdadeiro derby lisboeta... Houvesse vitória por parte do Belenenses, ficaria satisfeita, como quando dei um forte aplauso no fim do jogo à equipa. Sporting venceu e bem, o resto é peso na consciência

sexta-feira, maio 25, 2007

Gone

My baby left me alone,
and it's cold outside.
My baby left me alone,
yesterday he was by my side.

I went in the house of love,
i went in the house of pain.
Hoping a brend new day,
hoping a strength from above.

My baby left me alone,
and it's cold outside.
My baby left me alone.
Yesterday he was by my side.

Walkin' alone, holdin' nothing.
realized there was no feeling,
or a voice to bring me up.
Just the cold outside

My baby left me alone,
and it's cold outside.
My baby left me alone.
Yesterday he was by my side

Waitin' for somethin'...
Waitin' for a little shinning thing...
Waitin' to make a new path but it's already done...
Waitin' for my baby, but he's gone...

quarta-feira, maio 23, 2007

Vida... a quanto obrigas

Cabeça a ferver, dores de dentes, dores menstruais, dores musculares, dores do coração, dores de mil e uma coisas que eu nem sabia existirem em mim...

Mesmo assim, sem o conforto de ninguém, tenho de seguir a célebre frase de Isócrates: «Reflecte com lentidão mas executa rapidamente as tuas decisões».

Já agora... onde é que eu posso gritar sem ser acusada de insanidade mental?

sexta-feira, maio 18, 2007

Da minha forma de pensar

Costumo dizer, por graça que «quem dá, a mais não é obrigado» mas a realidade demonstra precisamente o contrário. Quem não fez um esforço para dar um pouco mais, para verificar os seus próprios limites? Quem não fez das tripas coração para ajudar um amigo, mesmo que esse não seja os seu padrão de vida? Na maioria das vezes, o que acontece é que nós próprios desconhecemos aquilo que somos, o que temos para dar, sem ser preciso fazer algo de grandioso, de nobre, na escala maior de esforço. No reverso da moeda, faz falta o esforço para que surjam pequenos gestos: o gesto de dar uma flor, de escrever um poema, um carta descritiva do que certa pessoa importante significa para nós, o desprendimento da somiticaria sem no entanto ser apegado aos luxos.
Está incutido, na minha maneira de ser, pensar e agir, o altruísmo. Gosto, no entanto, que haja essa qualidade nas pessoas que me são próximas, isto é: dou muito de mim mas também gosto que , sem no entanto estar à espera, dêm de si.

A minha percepção geral: Não existe qualquer esforço em sermos nós próprios, o que custa é saber o que é isso de «sermos nós próprios». Se todo o ser humano é tão propício à evolução, ao progresso, então porque não começa por si próprio? Porque é que estagna ao dizer «eu sou assim»? Se vamos contra os nosssos limites em tantas situações, a maioria negativas, então porque não ultrapassamos barreiras nas situações positivas? Comodismo.
Não existe ser humano perfeito, o conceito assusta-me até, mas podemos ser melhores para nós e para os outros. Está a formar-se uma bola de neve enorme com esta maleita do individualismo: o pensar que o outro não faz, não dá, não é e assim, ser semelhante. Espero que a neve derreta depressa...

terça-feira, maio 15, 2007

Ti, ti, ti, gosto mais de... mim

Chega o Verão, que é dizer praia, sol, calor. Encaixam-se na perfeição, sem fazer reflexão, nestes conceitos o biquini, mini saias, tops e, a acamponhar, uma pele bronzeada. Neste cantinho à beira-mar plantado, o clima mediterrânico convida aos banhos de mar e... de sol, ostentando, quem os toma, um corpo de bronze.

Tenho a pele clara, tanto que se notam as veias nos membros superiores e inferiores. Já tive complexos por isto, já chorei em adolescente e num acto de inconsequência, pus bronzeador de cenoura, pensando ter encontrado a «poção mágica», em vez de um protector com indice de protecção 30 ou mais. A minha mãe aconchegava-me com a frase-feita de que nos anos 60 estavam «na moda» as branquinhas, mas eu já me encontrava em finais de séc. XX e queria ter o corpo bronzeado como o da Helena Christensen.

Aparentemente, o aspecto da pele saudável é, efectivamente, com alguma cor mas também penso que existem muitas pessoas branquinhas que não têm aspecto de tísicas. Concordo em pleno com a jornalista Alexandra Silva que escreveu um artigo fantástico, na revista Vogue, sobre a dicotomia morenas/brancas, quando diz que devemos apelar à própria individualidade, portanto aquilo que nos caracteriza, como a cor de olhos, feições do rosto, cor de cabelo. Devemos tirar partido do que temos e, no meu caso, agentes bronzeadores aliados ao creme hidratante dão uma tonalidade muito bonita à pele, sem no entanto estar intensamente bronzeada. I like me!

terça-feira, maio 08, 2007

Quotidiano

Realmente não existe nada de novo e o mundo gira sempre da mesma forma, como nós: casa-trabalho-casa; casa-escola-casa; casa-saída nocturna-casa, aos fins de semana. O despertador estático e estridente pontual; os mesmos transportes públicos com caras enfadonhas de todos os dias (sempre há o automóvel, bem como as filas no trânsito); o impulso de olhar para o relógio vezes sem conta; o mesmo trabalho de sempre sem função distinta daquela que nos foi confinada; o almoço à pressa (ou nem há tempo para comer uma refeição de jeito e para« gente»). Chegar a casa e ter um rol de coisas ainda mais fatigantes para fazer: jantar; quem tem filhos terá de lhes dar a devida atenção; passar a ferro, arrumar papelada, deixar a cozinha arranjada. Este é apenas um dos muitos retratos possíveis na nossa sociedade que nos faz realmente pensar no que existirá de novo, algo que nos faça ter uma reacção diferente de um franzir de sobrancelhas e taquicardias.

Hoje na travessia do rio Tejo (sentido Lisboa-Barreiro) sentei-me num dos bancos da frente, no primeiro andar, pensando encontrar um pouco de paz e reflexão. A brisa estava maravilhosa, o sol lindissimo, o som da ondulação provocada pelo barco fez-me pensar que estava numa Ilha paradisiaca. Cinco minutos bastaram para que este pensamento evaporasse. Um grupo barulhento de meia dúzia de mulheres atracou-se aos bancos à frente do qual eu estava sentada e, duas delas sentaram-se nos dois bancos ao lado do meu. Falaram de tudo e mais alguma coisa com risinhos histéricos, gritinhos de furar tímpanos, bracejos desastrados. Mostraram fotografias de casamentos umas às outras, falaram do concerto do Tony Carreira e o resto não prestei atenção porque as senhoras aniquilaram o meu espírito curioso e atento.

sexta-feira, maio 04, 2007

Something New

Pois é, não há nada de novo. Não há inspiração e também não me apetece dar opiniõezinhas sobre ciência, cultura, política, economia e todos aqueles assuntos «de bem». A minha mente pede frescura, algo de novo mas o mundo está muito igual e a mim ninguém me liga.

A aguardar algo de novo