terça-feira, julho 31, 2007

Já vi o filme mais aguardado por mim (e por muitos mais) e devo dizer que «gostei», não fosse o facto de adorar a série na tv e algumas irregularidades na tradução, diria mais - que - gostei. Os simpsons estiveram a um bom nível, tendo sido demonstradas as características mais incisivas de cada uma das personagens mas certos acontecimentos na trama projectada abafaram alguns pormenores que fazem as delícias dos espectadores mais atentos à série que ainda hoje (e espero por muito tempo) passa na tv. Um exemplo de irregularidade foi o facto de, numa fala de Lisa Simpson, ter sido traduzido para «(...) mas tenho tanta fome» a expressão «(..) but i'm so angry.». Não fosse o facto de a menina estar com uma cara irritada e o contexto ser de alguma revolta, tudo bem...
Sabemos que um guião dá azo a que exista um acanhamento das personagens e, por consequência, dos pormenores que são tão vitalizantes mas sabemos também que a ideia de haver um filme sobre, e com, os simpsons foi a cereja no topo do bolo.


Dois livros (como presente de aniversário) que me deixaram muito contente, não fosse eu adorar o exercício da leitura:

  • «A papisa Joana» de Donna Woolfolk Cross
  • «Breve história do saber» de Charles Van Doren ( estou neste momento enredada nele... espectacular na sua estrutura)

sexta-feira, julho 27, 2007

Quero

VER SIMPSONS - THE MOVIE HOJE!!!!!!

Quero

Quero gritar vivamente até a garganta doer,
de felicidade, de paixão, de prazer, de massagens na alma!
Quero encontrar-me e encontrar-te num lugar comum,
onde imperam estrelas, oceanos, vida!
Quero dançar e rir sem parar,
quero cansar-me de luxuria, de movimentos carnais,
de movimentos de amor, de estar a aproveitar o momento!
Quero conhecer novos mundos, novas mentalidades,
ter amizades, sem o risco de me abandonarem e saber que vão estar lá para mim!
Quero tornar-me mais tolerante e que se tornem tolerantes comigo,
sem ter de levar um «foda-se» como resposta e uma chapada sem mão.
Quero desabafar sem que me condenem a uma prisão quase perpétua.
Quero respirar e sentir o ar puro; ouvir o chilrear dos pássaros ao acordar
e um beijo teu ao mesmo tempo e se não puder ser, um telefonema onde possa sentir o teu sorriso!
Quero sufocar com carinhos mil, ternuras e desejos! Quero ser menos sensível.
Quero adormecer e ter a certeza de que fiz muita gente feliz, que estão contentes por eu existir e eu em euforia sentimental por saber que existem também...
Quero fantasia na minha vida e saber que sou desejada; quero ver as minhas covinhas faciais bem vincadas a toda a hora; quero olhar-me ao espelho e ver o brilhozinho nos olhos e saber que amanha o vou ter novamente.
Quero praia, sol, gelados, Verão! Correr, dançar, fazer ginástica, paint ball, escrever, trabalhar, agitação! Quero ser um ser vivo e não um pedaço de carne a morrer no marasmo, na monotonia!
Quero ver o pôr do sol simplesmente por acaso, sem premeditar nada, com uma garrafa de vinho verde fresca ao pé, uma fogueira já apagada e tudo o que venha devagar aos meus olhos naquele momento inesperado.
Quero sonhar, dormir pouco, dançar dança do ventre com a minha própria sensualidade sem ser semelhante a ninguém, comer o que sempre comi sem engordar uma grama, roer as unhas sem me dizerem que é feio, fazer inumeros cortes de cabelo sem me importar com o que os outros dizem.
Quero abandonar estigmas, ou melhor: amarrotá-los com força e atirá-los contra uma parede. Quero ser livre e não ter de seguir o que me pedem, ser apreciada como eu sou e não pelas comparações com uma actriz ou modelo que apareça na televisão. Quero ser idolatrada, colocada além do monte Olimpo, que me sirvam champanhe Moet et Chandon numa taça de ouro! Quero apreciar aqueles pormenores como um olhar que cede e se adoça, uma boca que se entreabe a pedir um beijo molhado, uma mão amiga quando nem preciso de dizer que a vida corre mal, um abraço quando choro porque estou triste e não porque me apetece!
Quero viver ao máximo, sem me estarem a espezinhar, caminhando devagar mas conseguindo o objectivo. Quero divertir-me numa sexta feira à noite, num sábado, num domingo, sempre! Ver filmes, estar com amigos, ouvir musica alta, abominar aquelas coisas chamadas «casa», «estabilidade»...
Quero estar apaixonada, sentir a magia no ar, sentir que não me gritam e que me voltam a telefonar quando eu me chateio, porque é o que faço... o orgulho é doença!
Quero amar perdidamente e sentir-me a mulher mais feliz do mundo!

quinta-feira, julho 26, 2007

The Simpsons

Como não poderia deixar de ser, teria de fazer um comentário ao que se vai passar hoje, porque este acontecimento é de extrema importância, é prioritário, é uma influência para a minha vida. Como poderia deixar escapar este fenómeno (sim, fenómeno)? A família que mais valores me transmitiu, a seguir à minha; as personagens mais diversificadas e todas elas especiais, a seguir aquelas que se deparam no meu quotidiano; as peripécias mais insólitas, divertidas, perspicazes, a seguir ao meu próprio quotidiano. Simpsons- the movie (com o donut no lugar do 'o' da palavra 'movie' - giro) chega hoje às bilheteiras de cinema!!! Sei que todos sabem isso, whatsoever! Queria mesmo exprimir o contentamento pueril que me faz esboçar um sorriso ao dizer - hoje estreia o filme dos simpsons! São horas de ir - estão a começar os simpsons na Fox.

Grito

AAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!

Tirem-me daqui,
para um lugar utópico qualquer,
onde não sejam descriminadas,
aquelas que têm a qualidade de Mulher.

Escorracem as mentes incautas,
que se bajulam por pensarem ser mais,
quando no fundo são menos,
por não conhecerem sequer o que as rodeia!

Dizem que é a biologia, a normalidade dos padrões no tempo...
Tentam fazer delas um lixo, uma coisa, um nada.
O problema é depois... a solidão de uma mente capta.

Não ligam, não olham, não querem compreender!
só espiam aquilo que lhes dá prazer!
O momento, o carinho, a servidão são para eles um dever!
O dar, o perceber é para eles sinónimo de morrer!

«a mulher foi feita para...»,
«o homem tem de...»
«uma coisa é a mulher,o homem é diferente»
«eu posso e quero, tu nada podes»

Isto continua, em pleno século vinte e um,
por razões que em nada são naturais,
antes pelo contrário - são imagens do quotidiano brutais.
é de endoidecer e gritar com força - não aguento mais!

Eu não queria mas...

... à medida que vou conhecendo os homens, mais me apetece ser amiga dos animais

sexta-feira, julho 20, 2007

Opinião e Quotidiano

Das muitas crónicas que Ana Santa Clara escreve, aos sábados, no Correio da Manhã, esta foi, sem dúvida a minha preferida, sendo que as publicadas até agora não continham todos os ingredientes para que se pensasse, reflectisse e depois esboçasse uma opinião. Gosto da maneira exagerada mas directa dela, gosto da comédia que ela coloca nas frases que compõe, não por ser propositado mas sim por ser real, vivido por muitos(as) de nós.
Sábado passado Ana Santa Clara fala de um complot masculino. Sei que já estamos a caminho de outro sábado e já se torna desactualizada a crónica, mas não o tema.


Já tinha dito muitas vezes que os homens sabiam como nós funcionamos mas utilizam a velha frase, com desespero no olhar «mulheres...». Sabem também quando nos sentimos humilhadas e desrespeitadas, mas não o deixam de fazer... porquê? Porque depois, segundo Santa Clara «põem-se ali todos aos beijinhos e, nós, claro, sempre a ceder, porque coitados dos homens não é, sempre soubemos que não nos conseguem entender porque nós somos muito complicadas e muito emocionais», sendo que nós compactuamos com isto. Parece ridiculo mas não é tanto assim, porque nós mulheres dizemos que «sim» em vez do «o que é que tem a ver?» quando perguntadas sobre se estamos com o período... oh, please!

Se não os aguentas, junta-te a eles... melhor dizendo, temos diferenças.... e? Os homens são, normalmente, mais estáveis, equilibrados, racionais e constantes. As mulheres são, na maioria, mais emocionais, inconstantes. E?
«E então, qual é o mal? A natureza também é assim! O sol não nasce sempre igual todos os dias (...). Ou seja, não somos rotineiras, nem somos estáveis nem equilibradas (...)». Claro! O ser perfeito, somos como a natureza e os homens são... deixa ver... a poluição. (just kidding)

«E, quer dizer, basta aos senhores cavalheiros pensarem naquele apêndice que têm, um orgão que é todo ele irracional, emocional e inconstante(...) para passarem a perceber o que é essa coisa da sensibilidade feminina!» Get it? Para aqueles que ainda não fazem parte do complot, porque os que fazem percebem tudo mas fazem-se de parvos.

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No seguimento do que atrás foi dito, uma vez que dizem que as mulheres têm um brilho especial quando estão com o período (outro mito - urbano, rural, global), ontem, 19 de Julho, estava à espera do autocarro, quando um rapaz alto, a transbordar James Dean no olhar e Matthew Mc Conaughey no resto, se aproximou. Eu estava a fumar o meu cigarro descansada, quando ele me diz, quase ao mesmo tempo que acende o dele: «Não devias fumar, faz-te mal» ao que eu respondi «Também não devias fumar então». Ele sorriu e soltou «Não faças o que faço, faz o que eu digo», rematei com «Moral...» desejando-lhe uma boa tarde.
Estava a caminho do trabalho, três jovens engravatados a ocupar o passeio, um deles reparou que eu vinha atrás, os outros dois desviaram-se a seguir, ficaram especados. Um deles disse educadamente «Faça o favor de passar princesa».
No trabalho, olhares, comentários à minha pele, ao meu cabelo, ao meu aspecto. Perguntas sobre a minha falta na terça-feira. Sabe bem sentirmo-nos especiais, apreciadas ou... será da inconstância de humor?

terça-feira, julho 17, 2007

Adversidades

Esqueci-me das chaves de casa, tenho mesmo de voltar atrás porque sei que, quando chegar a casa não tenho ninguém que me abra a porta. Já ia a meio caminho, toda cheia de pressa, ou não fosse a vida uma correria e eis que me esqueço da porcaria das chaves de casa. Apanho o autocarro de volta a casa, tendo relativa sorte uma vez que não pararam pessoas nas passadeiras e os semáforos eram de um verde esperança confortante. Começo a andar cada vez mais rápido e eis que um dos saltos se parte - isto de andar com figura estilizada tem os seus contras - e sai-me um foda-se! contra todas as regras de bom comportamento feminino, se é que isso existe. Subi as escadas até ao segundo andar meio a coxear e com os bofes de fora por toda aquela correria. Suada, cansada depois de uma hora e meia a arranjar-me e toco à campaínha. Sorte, a minha mãe ainda estava em casa.
Vou ao quarto, remexo as gavetas, vasculho os recantos, analiso superficies onde nunca poria as minhas chaves de casa. Começo a ficar enervada. Pergunto à minha mãe se as viu e como é óbvio ordenou-me a procura delas na minha mala. Oh mãe por favor, acha mesmo que se as tivesse na mala não tinha procurado logo? A mãe também sai-se com cada uma... Tinha que telefonar ao meu chefe para avisar do atraso, meto a mão á mala para achar o telemóvel e, escusado será dizer que esta mala, como todas as minhas malas e todas as malas de mulher, é a minha segunda casa. Freneticamente revolvo e não encontro o telemóvel, encontro sim as minhas chaves de casa.


Chego ao trabalho mas não entro logo na sala onde me aguardam montes e montes de projectos, maquetes, papéis, Rotrings e afins. Faço-me de parva e aproveito a desculpa do atraso, direi que o trânsito estava caótico, que a minha rua estava em obras e o mais incrível é que havia um acidente numa artéria importantíssima.
Tomei o meu café descansadíssima e fumei o meu cigarro sem preocupações, como se estivesse em casa a ouvir Chopin. Esqueci-me de tudo durante 5 minutos. Olhei para o relógio e afinal não estava assim tão atrasada e fui ter com o chefe. Antes que eu começasse a falar, o calvo senhor de cachimbo ao lado e olhar imponente, estendeu-me uma revista, sendo que o artigo que tinha escrito tinha sido aceite e surgiu o convite para ser colaboradora na secção de artes. Chouette!
Deu-me os parabéns, sem desfazer aquele ar sisudo e disse-me que hoje podia ir para casa.



Senti-me uma miúda e para que o cenário ficasse em sintonia com o estado de espírito, comprei um sorvete. Nada de mais, não fosse eu estar de fato, muito bem penteada, de saltos e, digamos que não é costume este cenário. Dirigi-me a um parque e decidi soltar-me, tirando o casaco, os sapatos, o elástico agonizante do cabelo e andar pela relva. Que liberdade! O contacto com algo natural dentro de uma cidade, o pensar por momentos que temos um espaço verde e que, de repente, podemos passar a não tê-lo pelos fracassos cometidos ao longo do tempo.
De repente o telemóvel toca e, por muito que gostasse, não era o meu namorado, era a minha mãe em pânico porque tinha uma dor no peito e pensava que era um ataque cardíaco.



No hospital, urgências, lentidão, passividade. Perguntei pela minha mãe e as respostas eram inconclusivas. Ainda estava a realizar alguns exames mas como é óbvio fui para perto do local onde estava para que visse que eu estava ali para ela.
De repente, vejo a minha mãe saír de uma sala e pergunto-lhe como se sente, Bem filha, não há-de ser nada, vendo-lhe lágrimas nos olhos ao mesmo tempo que sorri de uma forma angelical.
Esperei uma hora, a pensar no que se estaria a passar com a minha mãe e por momentos temi o pior, lembrando-me que nem sempre fui a melhor filha. Não quis pensar nisso nem tão pouco transmitir-lho assim que a visse de novo.
O médico veio com o resultado dos exames. O toque agudo do meu telemóvel ressoa e eu apresso-me a desligar a chamada. inevitavelmente reparo que é o meu namorado.
A minha mãe tem a saúde de um touro, o coração óptimo, uns pulmões impecáveis. A dor é apenas muscular.



Vejo o telemóvel, uma mensagem curta do meu namorado: Amo-te! Como se isso fosse o suficiente, depois de me ter tornado fria perante ele, depois de me ter traído a confiança, depois de me ter recusado conversas necessárias e de estar sem me dizer nada há uma semana. Amo-te? Podia dizer que queria falar comigo mas acomodou-se a uma palavra que pensa querer dizer tudo mas no fundo, nesta circunstância, não quer dizer nada. Não preciso de a ouvir, preciso que ma demonstre.
Queria novamente estar no parque, naïve, a pular na relva, a ser livre, em sintonia com o meu estado de espírito.

segunda-feira, julho 16, 2007

Curiosidades...

Em jeito de «sabia que?» deixo aqui algumas pequenas curiosidades que em nada cultivam a cultura geral mas que em muito alimentam a alma de um bom curioso. Li na revista «Domingo», suplemento do Correio da Manhã, que sai no mesmo dia da semana que lhe dá nome. Aqui ficam as curiosidades de destaque:
  • Apesar de num agregado familiar muitas vezes haver 3 e 4 telemóveis, metade da população global do planeta nunca fez um telefonema.
  • Sempre disse que os homens são uns porcos... suam mais 40 por cento que as mulheres
  • Para os defensores dos animais mais fundamentalistas: estejam descansados que podem comer lagosta à vontade, uma vez que este crustáceo decápode não sente dor quando colocado em água a ferver, por não possuir córtex
  • Os Marretas foram proíbidos de passar na televisão da Arábia Saudita porque a Miss Piggy representa um porco (será que veneram «Cow and Chiken»?)

sexta-feira, julho 06, 2007

Let's come together

É esta a frase no final do filme promocional de cinema europeu que muita polémica tem suscitado, pela tradução dúbia. As imagens foram seleccionadas de filmes como «Ondas de Paixão» e têm uma sequência inferior a um minuto. Na opinião de um deputado europeu o filme está coberto de imoralidade, outros corroboram-no e acrescentam-lhe a categoria pornográfica.
Na minha opinião, não há razões para tanto alarido, visto que são cenas passadas em filmes comuns, que todos vimos no cinema e porque, convenhamos, sexo e pornografia são coisas distintas. A velha Europa deve despir-se de preconceitos, deixar que a acariciem com humor, ser penetrada por novas ideias para que então seja dado a entender ao mundo que ela não é rabugenta. O slogan está um must apelando à aproximação entre os países da Europa e enquadrando-se no filme em si. Pode causar várias interpretações, é certo, mas daí a ser imoral?
Let's come together!

quinta-feira, julho 05, 2007

Defected

Da casa Defected para os bons apreciadores de house music, a não perder, Dennis Ferrer ao mais alto nível. Não esquecer o albúm Eivissa 2007, melhor que o Miami 2007, sem dúvida.
In the house... definitely!

www.defected.com

quarta-feira, julho 04, 2007

Ingenuidade

A vida que me espere
-enquanto eu estiver ausente-
de braços abertos,
com cólicas no ventre,
por me saber a existência,
por me negar a efervescência
de uma gargalhada latejante.

E saí eu de casa, num dia frio, para pensar no que faria aqui, neste lugar, nesta pseudo-civilização e se isto seria mesmo a vida. Sempre associei a este substantivo qualidades radiantes, com a leveza de passos de uma bailarina de ballet, um toque de harpa, um rio límpido em que se nota o cascalho no fundo. Foi em criança que me disseram o significado da palavra vida. Tinha a ingenuidade própria das crianças e, por extenso, sonhava. Cresci e o significado foi mergulhado, num poço sem fundo. Não tive culpa, disseram-mo em criança... e eu às vezes ainda penso na efervescência de uma gargalhada latejante.
Ainda serei ingénua? Acreditando na felicidade, no ter, no abraçar, no sentimento puro? Certamente. Ingenuidade não tem necessariamente de ser mau, conotado com pouca inteligência, antes associado com falta de esperteza pois espertos não faltam por aí... É bom ser-se astuto, atento mas pode ser-se ingénuo, ou seja, simples, natural com capacidade de sonhar.

terça-feira, julho 03, 2007

Planeta Terra

Existem questões que nos preocupam todos os dias, de todos os dias, como por exemplo levar os filhos à escola, chegar a horas ao trabalho, deixar o jantar adiantado entre outras tarefas. Depois existem as escolhas que também se estendem ao atrás escrito e, relembrando Crozier, todos sabemos que podemos sempre optar, escolher sendo que, obviamente, teremos de suportar as consequências da nossa decisão.

Acontece que existem escolhas que não causam danos graves, como por exemplo escolher entre um vestido rosa ou preto. O problema é que parece que é assim que encaramos as consequências de estarmos a destruír lentamente o planeta onde vivemos. Estamos a suportar a escolha que fizemos.

Ontem, ao ver o programa da Oprah na Sic Mulher, deparei-me com imagens que não sabia serem possíveis de filmar pela perspectiva, pela captação de movimentos perfeitos, por cenas inéditas nunca dantes vistas. O programa era Planet Earth - passado no Discovery Channel.
Uma das filmagens foi feita no Ártico, em que a narradora (Sigourney Weaver) me sensibilizou com a informação de que, uma vez que o gelo derrete em dimensões cada vez maiores, o urso polar tem de fazer mais esforços na obtenção de alimento, depois de meses em hibernação. Falham, morrem, a espécie corre risco.
Fiquei espantada, surpreendida e com um sentimento de respeito quanto aos relatos feitos durante meses de filmagens, sendo que só vi algumas imagens!
Acabei pensativa... com a sensação de não fazer o suficiente e pensar que existem pessoas piores que eu, por preguiça, pelo marasmo cada vez maior. Eu reciclo, fecho a torneira quando a água não está a ser necessária, sei que as máquinas de roupa e loiça só são funcionais quando elas estão cheias. Mas parece-me pouco.
Em boa verdade se deve dizer que já deveríamos ter pensado nisto há mais tempo e deve haver um esforço para que o ambiente seja preservado, porque assim, certamente estamos a preservar-nos.