quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Arquitectura

Em 1974 licenciou-se em arquitectura, tendo participado em cursos de urbanismo. Em 1979 muda-se para Zurique e aí estuda engenharia civil, completando o doutoramento em 1981. A sua formação confere à arquitectura contemporânea um estilo único. Estou a falar do senhor de Valencia, Santiago Calatrava, conhecido pela arquitectura tecnológica - mas não técnica - e figurativa, sem no entanto ser formal, baseada no movimento, na transformação, indo asim contra a corrente tradicional das massas arquitectónicas.
Em 2005 venceu o prémio nacional de Arquitectura Nacional, em Espanha. Uma das obras deste arquitecto, que realmente me fascina é «A cidade das Artes e das Ciências» em Valencia. Um conjunto urbano, onde se congrega lazer, cultura e onde são observadas outras obras do autor, como o Museu das Ciências Principe Filipe.
Entre as suas mais de 200 obras, destaca-se o Pavilhão do Kuwait, da Expo 92, em Sevilha; Estação do Oriente no Parque das Nações, Lisboa; Estação Ferroviária do aeroporto de Lyon, em França; e o palco principal das Olimpiadas em Atenas (2004), onde se denota a luz e o branco, tipicamente simbolos mediterrânicos. Um ícone na arquitectura contemporânea, por supuesto.

domingo, fevereiro 18, 2007

Release me

Fujo do tempo, fujo da saudade mas eles teimam em ficar e constantemente pedem-me explicações. Os dois em conluio para me fazerem questões, fazer trabalhar o cérebro, colocar em causa o que tenho como certo, como que dizendo «esquece o agora e olha para nós».
Flashback e eis que surgem sorrisos, cabelos loiros, birras, cheiro a mar, dois pedaços de pano rasgados - caí a andar de bicicleta e rasguei as calças de forma brutal - e o beiço rachado, dois medos - o de ficar sem pai e mãe e de ninguém gostar de mim - e o mundo a tratar-me por menina.
Noite e um cheiro a acre no chão, do mijo dos cães e do vómito de um transeunte que abusou da vodka e de outras bebidas brancas. 5h da manhã e não sei para onde ir, só me aparecem luzes fortes, de um fuscia brilhante que não consigo descrever, diria estupidamente agressivo e só me consigo lembrar de músicas dos Skunk Anansie e do estalo que dei a um miudo que gozou comigo na primária porque simplesmente escorreguei e caí desastradamente. Rio sozinha e sinto-me observada. Rirão de mim ou para mim? Sigo em frente e o fuscia desapareceu. Oiço uma daquelas músicas de uma loira qualquer pensa que canta e não sei que horas são, por isso pergunto ao taxista, olvidando o relógio do meu pulso e o telemóvel. 5h30 da manhã, numa avenida qualquer, a caminho da realidade que parece repisar todos os dias os calos que a vida me fez: os desgostos - ser, estar, pensar, sentir nesta corja. Chego a casa e esqueço-me do resto mas o fuscia regressa.
Olho-me ao espelho e de repente a visão dos bocados de vidro a virem na minha direcção como castigo de eu me reflectir nele todos os dias. Concentro-me e não me reconheço ali, naquela imagem de cara macia, menina do secundário, sem borbulhas, com brilho no olhar, com traço de provocação, cheiro dos primeiros cigarros, água de colónia de bébé, nariz empinado, ar seguro, firme, angélica.
Olho para dentro e solto um grito... Não quero demonstrar a face negra nem lembrar-me dos cabelos loiros. Quero ser eu mas não me deixam: porque sou sempre de menos ou demais em qualquer circunstância. O que hei-de ser? Segura como o espelho vê? Calculista? Fria? Dizer o que penso ou esconder para mim? Usar um tom forte na voz, ou sensual? Abstraír-me ou envolver-me mais? Ler mais sobre economia, sobre direito, sobre política para verem que sou inteligente? Deixem-me....
Estava a chover quando quis saír de casa novamente para o mundo, para o quotidiano de todos os dias e apercebo-me de mim, por isso não me definam, não me rotulem nem me esquematizem em vossos planos. Sou um pedaço de muita coisa, podendo ser só um pedaço de chão ou um pedaço de céu, mas não. Escondo-me nos lençóis timidamente e não contarei isto a ninguém. Adormeço e sai-me um «deixem-me».

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

O pouco que cada um é, dá-lo!
Criança, é o beijo risonho;
Amante, lilás em coroa!
Poeta, um eco do seu coração!

Mallarmé

Acerca de classificar

Há uns meses atrás tinha escrito acerca da modernidade, mais especificamente da mentalidade moderna, do pensar, sentir e agir moderno. Tinha exactamente escrito, como poderão comprovar, que normalmente confunde-se o «ser moderno» e o «aparentar ser moderno», sendo que o primeiro exige muito mais de nós ou não fosse complexa a mente humana. Quanto ao segundo, é realmente mais alcançável, por se tratar de elementos materiais que caracterizam a era moderna.
Ser moderno implica a organização, uma vez que se pensarmos o mundo, logo teremos de o organizar, assim sendo existe classificação das coisas, dos fenómenos. Básico. Existem divisões desde muito cedo: as plantas, as pessoas, os astros. Existem em todos estes elementos divisões, ou seja, em todos eles existem caracteristicas especificas que fazem a distinção.
Nós, seres humanos, somos iguais em muitas coisas, pertencemos à ordem dos hominideos e à classe dos mamiferos, existindo assim caracteristicas que são comuns entre todos nós. Contudo, não existem duas pessoas iguais e é aqui se surgem os traços de personalidade (discordo do termo personalidade, temos traços) em permanente mutação. É realmente fantástico o partilhar de opiniões, de visões mas temos também de dar «o braço a torcer» perante a razão, a verdade científica, o lógico. Quantos de nós não pensamos mais, como se costuma dizer, com o coração? Somos imperfeitos. Não é que estejamos em busca da perfeição, mas é importante que, também para aqueles que dizem - «não pedi para nascer», tentemos ser melhores. Já que ninguém pediu para cá estar, ao menos que façam aqueles que dizem gostar, sentirem-se bem, a não ser que, nesse aspecto há que pensar, só gostem de vocês próprios.... nesse caso recomenda-se ajuda psicológica (cá está a ciência!).
Muitas vezes, temos de agir racionalmente e nem sempre o virar as costas, apostando só no nosso ego, é suficiente.... Para pensar


quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Será?

S e r Á ???

Devia mudar,
não ser isto que vêem por aí,
aos tombos e a desejar o que não consegue,
a defender-se de tudo à volta.

Devia ter outra cor,
outro lume cá dentro e mostrá-lo.
Depois contaria aos netos,
e assim seria lembrada com saudade....

Mas não! Sou isto...
A coisa qualquer de algum lado,
que nem tem a sorte de Afrodite,
e das outras amigas modernas do botox

Sou esta espécie de renegada por ti
e nem sequer me resta o engenho e a arte!
Descobrir a essência... piada piedosa putrefacta!
Mártir de um espelho que revela a realidade.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007


Love, love, love.....

O amor.... faz girar a terra com a sua graciosidade, com a sua subtileza, com a sua pureza. Hoje, dia 14 de Fevereiro comemora-se o dia de S. Valentim, que é dizer o dia dos namorados, mesmo que hajam em alguns países outras tradições. No México, por exemplo, existe a tradição de as mulheres oferecerem algo às melhores amigas. Noutros países da América Latina existe o costume, neste dia, da confraternização de mulheres amigas ( tal como um jantar de aniversário, por exemplo). Em Portugal, tal como noutros países europeus o dia de S. Valentim é destinado a casais enamorados, se bem que já existe a prática de convívio entre amigos, para aqueles que não têm par.

Pessoalmente, gosto de tradições mas não sou seguidora acérrima, muito por esta não ser uma tradição portuguesa em particular e pelo carácter consumista, de modo geral, presente nas outras tradições, como o Natal, por exemplo. Existe uma certa curiosidade da minha parte por questões do folclore de um determinado povo (ou não estivesse eu a acabar o curso de Sociologia) e, neste sentido o povo português deveria dinamizar as tradições que lhe são características. A génese está na festa, no povo, nos bailes, na sardinha assada, no vinho tinto, no caldo verde; na broa de milho, na bola de carne, nas alheiras, na morcela de arroz, nos ranchos folclóricos (que pessoalmente não aprecio mas que é cultura popular), no fado (de Lisboa e de Coimbra); nos grupos corais alentejanos (ou não fosse eu uma alentejana). Apostemos nisso e deixemos as outras tradições serem menos importantes, mais suaves, como por exemplo o Carnaval típico brasileiro. Também existe tradição chamada Entrudo, vivida efusivamente em terras transmontanas....

Voltando ao tema amor, no seu sentido mais específico, existem inúmeras definições que tentam assim torná-lo num conceito. Pelo cariz sentimental, é díficil dar uma definição mas pelo facto de ser interpessoal, é fácil traçá-lo, decompô-lo. Os estudos de Rubin (psicólogo) constituíram um marco na investigação sistemática do amor, sendo que chegou a quatro possíveis componentes do fenómeno amor: o precisar do outro; o cuidado; a confiança e a tolerância.
Existem vários tipos de amor: o amor de um casal jovem, o amor entre um filho e uma mãe, o amor entre companheiros. São frequentes as confusões entre paixão e amor e, embora não concorde, existe o chamado amor passional que é efémero e se distingue pela forte atracção sexual. Existe o amor que é basicamente sustentado pela base do altruísmo, ou seja, prestar ajuda a outra pessoa e este tipo de amor é muitas vezes presente no amor de uma mãe por um filho. O chamado amor completo, seria uma «fusão» entre intimidade, paixão e comprometimento mas como diz a nossa amiga Nelly Furtado «all the good things come to an end», sendo díficil manter este modelo de amor.

A minha definição de amor? É ver a felicidade na pessoa que amo e sentir-me feliz com isso; acordar com um sorriso porque simplesmente sei que essa pessoa existe; saber que posso contar com essa pessoa para rir, chorar, conversar, brincar e todos os verbos existentes num universo... [só nosso]!

A

M

O

R

terça-feira, fevereiro 13, 2007

... 10 coisas que me alegram estupidamente

(Em estupidamente, entenda-se : de uma forma simples, desprovida de grandes luxos e ostentações)


  • As ruas de Lisboas praticamente vazias - mês de Agosto perfeito para trabalhar

  • Sexta-feira à noite: saír do trabalho e saber que se avizinham dois dias sem me misturar na massa de todos os dias

  • Estar em casa. É tão bom estar á vontade sem ter de demonstrar nada a ninguém!

  • A visita de um dos meus irmãos. Dos três então, é fantástico (eu considero a minha cunhada minha irmã)

  • Um abraço do meu sobrinho e um sorriso depois. Haverá algo mais bonito que o sorriso de uma criança?

  • Chegar a casa cheia de fome e eis que a minha mãe está a fazer o meu prato preferido (quase todos, sou bom garfo!)

  • Uma noite, qualquer lugar, amigos, conversa e algum alcool

  • Um poema de amor. Escrito para mim? Adoro, adoro, adoro!

  • Acordar e ver o sol, céu limpo. Alento para o resto do dia!

  • Um beijo ao adormecer...

10 coisas que me irritam profundamente......

  • Pessoas que teimam quando não têm razão. Uma coisa é opinião, outra é a razão


  • Pessoas que não sabem o que quer dizer a expressão «com licença». Será que não vêem que estão a empatar as saídas?

  • Pessoas que andam na rua como se o espaço fosse só delas. Pode desviar os saquinhos das compras para os outros passarem?

  • Homens que se sentam ao lado de mulheres, nos transportes públicos, com a mania do banco ser só para eles e a petulância do «ter de ser». Por favor....

  • Pessoas que têm preguiça de tirar o passe social do bolso para passar nos torniquetes de acesso aos transportes públicos. Malas, sacolas, pastas, vale tudo.

  • cócó de animais domésticos nas ruas. E aqui faço propaganda a uma autarquia da margem sul: «o seu animal é um cão ou um porco?»
    Acho que os animais não têm culpa, são a imagem dos donos

  • As circunstâncias da vida que fazem questão de me atrapalhar a vida. Falo de pequenas coisas que me fazem passar e, assim, não conseguir aquilo que quero. Get out of my way!

  • Pessoas que me interrompem quando eu falo. Estar a falar de um assunto e de repente a outra pessoa interrompe-me com uma coisa completamente diferente, só porque lhe veio à cabeça e, sem aviso prévio da mudança. GRRRRRRRRRRRR

  • Pessoas a mascar pastilha elástica de boca aberta e que ainda por cima, têm ar de tótó. Pior é mesmo ser tótó para além do ar....

  • The last but not the least: os erros que as pessoas cometem quando falam. Já nem falo dos gramaticais... dava umas páginas valentes. Alguns deslizes: olhe, ia da rua quando vi tudo; o xôre tóne abasteceu o carro de gasoile; o serviço não é combativel com o meu computador (já li e tive que ouvir: comprova-se); insqueiro. Já chega....

Ontem (segunda - feira) a conversa de ocasião entre os colegas de trabalho, entre as pessoas nos transportes era a decisão dos portugueses neste referendo: SIM. Ouvi algumas pessoas dos PALOP's falar sobre este assunto e despertou-me o interesse quando ouvi: «Mesmo que pudesse votar, não votava. A opinião é minha e eu só dou se quiser.»
Entrei na conversa - após comentário de uma outra pessoa que não tem nacionalidade portuguesa a favor do «sim» - com a minha opinião. A meu ver todos os cidadãos portugueses devem votar pois só assim haverá democracia, no seu sentido mais amplo. Ao não votarmos, estamos a negar um direito que nos é próprio, como cidadãos. Meus caros, já pagamos impostos, queixamo-nos do serviço de saúde pública, da justiça, da educação (e a lista continua), ao menos que tiremos partido daquilo a que temos direito: o exercício de voto. A pergunta constante no referendo não gera assim tantas confusões, uma vez que se trata de ser ou não a favor da despenalização, nas primeiras 10 semanas (ponto final). Até compreendo a confusão, melhor dizendo a indecisão, pois existem muitos outros factores que devemos pensar: como é que o Estado vai suportar este peso? Desde a criação de infraestruturas a apoios à mulher. O que vai acontecer até à mudança da lei vigente? De facto, existem já três empresas (estrangeiras) com o intuito de prestar serviços nesta área, mas existe muito mais trabalho a ser concretizado. O mais difícil conseguiu-se: a mudança de mentalidades, mesmo com mais de 50% de abstenção.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

os espanhóis, os homens, a minha humilde forma de ser

Enviaram-me um e-mail no decorrer desta semana que eu achei hilariante. O conteúdo desse mesmo e-mail fazia jus ao carácter prepotente e pretensioso do espanhol (como massa e não como individuo), de uma forma anedótica. Pois bem, reparemos nos turistas espanhóis que nos brindam a nós, humildes portuguesinhos, com a sua majestosa presença: não percebem o idioma irmao com os continuos «qué?» ou «no comprendo»; fazem-se de esquisitos quanto à comida (meu deus como é ruim a comida espanhola); fazem de todas as palavrinhas estrangeiras uma espanholada autêntica, para exemplo aqui fica: a tecla «delete» no computador está designada, para eles, «borrar». Ainda se fosse uma palavra bonita.... Muitos de nós, portuguesinhos, pronunciamos «delight» (já ouvi isto algures num callcenter). Outro exemplo é a pronúncia da banda U2 ( u dos), a grande pérola: las chicas picantes (spice girls - a girls band do fim de séc XX). É bom para o ego, sim senhor, esta forma de pensar alto, a ambição, o «espanholizar» tudo. E já ouvi dizer «isto devia ser dos espanhóis, tínhamos vidinha melhor, não nos preocupavamos com nada» - é um relaxado o tuguinha.... Deixar andar e permanece-se como sempre: «dolce farniente», os outros que façam.
Por falar em não fazer nada... os homens quando não fazem nada coçam certas partes reconditas do corpo. Sobre as partes reconditas existe sempre muito a contar mas, salvaguardando as mentes mais púdicas e as que são ainda saudáveis, não me alargarei no assunto. Para além do género masculino ser utilizado muito mais amplamente na gramática portuguesa - diz-se humanidade (feminino) não é Homem (que redutor!) - existe uma importância dada às partes reconditas do homem que, não se compreende... Acho que o homem é aquela coisa à volta do.... Senão reparem: quando existe um comentário de virilidade o homem usa logo a frase (desculpem a vulgaridade): «eu mijo de pé», eu «uso calças», e ditos mais... como direi... reles. Mas são homens.... sim senhor. o homem é tão frágil que basta um comentário negativo para que a sua condição desapareça. Mas as conversas de café são outras.....E aí existe a imaginação da virilidade.
Eu continuo no meu cantinho, observando as (permitam-me) bacoradas que dizem a respeito de si-próprios e dos outros. Podem mostrar aos amigos, que depois as mulheres é que sabem o que têm. Nós as mulheres somos humildes...

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Breves

Breves
  • «Fez-me espécie» seria a expressão mais certa para designar o que senti quando fui ao bairro alto num sábado à noite. Ainda me lembro das noites em que se estava no bairro até as 7h da manha (ou mais). Onde estão os membros da old school?
  • Brilhante - a vitória do Sporting sobre o Nacional. «Ah e tal, é falta e aquele estava fora de jogo e coiso e não sei quê» - bullshits! Mas ok, descontem esses dois.... 3-1.
  • A confirmação de que o genérico do «Diz que é uma espécie de magazine», é genial
  • As patacoadas ditas por membros do PSD acerca da sua posição quanto ao referendo. De súbito põe-se como hipótese deixarem as mulheres sob jugo da barbárie que, muitas vezes, é a prática do aborto, mas contudo e eis o bónus, não vão presas!
  • Delicioso - o bom que a vida tem. As pequenas coisas da vida que estão ali e tantas vezes não lhe damos o verdadeiro apreço. É uma questão de nos valorizarmos também

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Os dias ficaram quentes,
Neste frio Janeiro,
que enregela os corpos
e deixa as mentes presas,
gélidas e flácidas ao mesmo tempo

Saiu-te a palavra que querias,
mas que se prendia no frio Janeiro.
(Descongelou!) Presa na mente,
activa no coração quente,
uma conjugação no presente.

Sente. A chuva cai e a minha tristeza vai...
Permanente - o céu cinzento (que não cobre o sentimento).
Pensamento: diz a palavra!
A que aquece o frio Janeiro.

Podia calar mas o deambular do meu andar não mente.
Jardim do Éden, doçura presente na voz (destemida) e....
o quente abraço que me conforta.
[vem] para junto de mim,
sente o morno sabor do beijo,
que destroça o frio Janeiro