terça-feira, novembro 28, 2006

Cause to love you

When i'm feeling down
Nothing seems ok
I see his* eyes and i believe i'll find a way

When i'm feeling down
Things don't go so well
I see his eyes and i forget the tears that fell

When i'm alone in the street
And i'm scared and tired
For the first time in my whole life i felt desire

When i'm far from home
And i just don't want to be found
I run into your harms and they bring my feet back to the ground

Cause to love you means so much more
When i need to cry you make me try
I want to die and ask me why
Cause i can't fight no more

When i'm feeling down
Nothing seems ok
I see his eyes and i believe we'll find a way

I'm alone in the street
And i'm scared and tired
For the first time in my whole life i felt desire

When i'm far from home
And i just don't want to be found
I run into your harms and they bring my feet back to the ground

Cause to loving you means so much more
When i need to cry you make me try
I want to die and ask me why
Cause i can't fight no more

When i wanted to stop
When i wanted to fail
I saw your eyes and i believed there's so much more...
So much more... so much more


*a versão original é her em vez de his.

cause to loving you means everything... Dedicated to you!

OUTRO Lado

Falha-me a memória, as datas, as palavras....
Sinto-te em mim e não interessa o restante medo!
É que tu és peremptório: adoro-te e pronto!
A que ponto gostarei eu de ti?

Havia de dizer-to, cara a cara e deixar-te a pensar
e depois devias, cabisbaixo, dizer que lamentas
e que tudo o resto foi mais...
... enganaste-te e afinal era da carência, da idade quase adulta

Tretas - resposta provável
e tão concerteza dita com negações nos olhos!
Não te esqueças do que escreveste com a palavra tretas...
[será que ainda a sabes de cor?]

Recorda-me e diz-me que não sou a do acaso fugidio,
aquela saída somente do desejo e amor vadio...
Que sou uma história, um verbo! Afirmação nunca dantes vivida!
que sou aquela... o que disseste? «mulher da minha vida»

segunda-feira, novembro 27, 2006

Mário Cesariny (1923 - 2006)

O melhor de muitos, pioneiro em técnicas num Portugal cheio de medos e opressões. Nascido em 1923 em lisboa, começou por artes decorativas e por música. Conheceu Breton entretanto em 1947, adoptou ideias do surrealismo francês e transpo-lo em Portugal, tendo sido um dos principais defensores do movimento no cantinho à beira-mar. Inquieto, observador, experimentalista. Linhas esguias, cores ácidas, vernizes, objectos, longitudes eram as «linhas de montagem» de Cesariny. No nosso mundo ficou mais conhecido como poeta, facto advindo da inserção nas artes plásticas. Indiscutivelmente, uma perda no seio artístico português.

Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar

domingo, novembro 26, 2006

Ontem tinha dúvidas, hoje.... Não sei!

Hoje

É assim que sou: um pedaço de carne,
achado por acaso num daqueles encontros tardios.
Uma coisa entre as cantigas de amigo e as de escárnio,
projectada de forma nua e crua.

Aquela fonte de desvio da obra pura,
o «apetece-me» de uma hora que ninguém sabe,
o objecto de um impulso que não pode esperar.
Sou hoje «isto».

Um saco cheio de coisinhas fúteis e que nem se utilizam,
eu sou apenas qualquer coisa que se pode mexer.
Sou qualquer coisa entre «a paixão e o prazer».
Ah com que honras me lisonjeam!

Levo a mal sim! Mil vezes sim!
é uma infâmia ao sentimento puro,
é a desarticulação dos membros do amor,
é a humilhação de qualquer coisa que tenho ainda!

sábado, novembro 25, 2006

No outro dia tocaram à minha porta duas testemunhas de Jeová. Eu nunca dou conversa a essas pessoas porque a fé não se apregoa de porta em porta mas pela primeira vez na vida pensei em trocar dois dedos de conversa somente para ver o que tinham a dizer, de que forma falavam. Acho que a religião aliena as pessoas e nada tem a ver com fé. A fé ganha-se individualmente e não por intermédio de um homem habitualmente vestido de branco tão feito de carne e osso quanto eu. Todos os separatismos, as estruturas, as desigualdades ou outros sinónimos são um contrasenso na religião. Mas esta é sem dúvida um dos maiores factores de coesão social, seja por que meios for.... mas é.
Duas senhoras - uma na casa dos 20, outra próxima dos 50 anos - muito solenes, muito janotas a trocarem ideias sobre o porquuê de guerras, catástrofes naturais, traições e outros «bichos do mal». Perguntaram-me o porquê disso tudo... remeti-me ao silencio porque não quis dar explicações sistémicas nem geológicas, tão pouco psicossociológicas!
Reavivaram a importância de ler a Bíblia, a importância de nos questionarmos acerca do que nos acontece e do que acontece no mundo.
Que há coisas que a ciência não explica (ou tenta explicar) é uma coisa, mas também não entremos em vidências ditas de porta em porta

Sonho desperto.
Acordado em noite escura.
Tenebroso temor,
há quanto isto dura?

Desde Sempre talvez,
desde que o mundo é banal.
Um vento frio percorre o mundo,
enquanto se vira a folha do jornal.

Diz-me quanto tempo durará o pesadelo?
Tudo anda embriagado no dinheiro!
Já não há esperança, só morte e desmazelo.
só restam notas verdes das quais não me lembro do cheiro.

sexta-feira, novembro 24, 2006

palavras soltas ditas ao vento,
ecoam no meu ouvido,
como folhas de àrvore ao relento,
àgua da chuva no solo,
sol posto, do céu caído,
cabeça perdida no aconchego de um colo

Fazes-me falta

Fazes-me falta,
pela manhã fria de Outono.
Fico sozinha, escondida no canto do medo,
quando vais sem dizer nada.

Fazes-me falta,
quando pintas a lua no meu colo,
quando me chamas o nome,
e gritas por dentro de não me teres.

Fazes-me falta,
quando escrevo palavras na mente
e não as consigo dizer,
sem que causem tristeza em ti.

Fazes-me falta,
mesmo não tendo aquele pedaço,
tão defenido mas longiquo,
sem ter um snal de qualquer coisa....

Fazes-me falta,
quando não sinto o toque leve,
quando não temos a sintonia,
quando mordo o lábio até ao sangue,
a esconder ou a revelar muito de mim.

Fazes-me falta,
no olhar que tens esboçado,
no traço de régua e esquadro do meu rosto.
Da forma geométrica do corpo meu,
da fábula que crias à minha volta.

Quem
Quais
Onde!
Não me procurem que já nem eu sei se me encontrarei.
Há bocados de mim espalhados por aí, uns levados ao acaso, outros propositadamente.... Nunca os pedi de volta e sinto que ainda me pertencem, ainda me chamam...
[silêncio e uma leve corrente de ar]
Que noite
Qual manhã
Em que sonho?
[e a exclamação passa para uma interrogação de raiva]
Já me esqueci de tanta coisa, que a cabeça pesa de tanto ter pensado, reflectido sobre esses bocados de mim!
Massa consistente da inconstância da vida... Essa ainda perdura! Está aqui e não ma roubam não, mesmo que quisessem!
Ciclo, esfera contínua de latências, nascentes de fragmentos e de padrões que atravessarão o tempo.