quinta-feira, agosto 30, 2007

Os direitos do homem... e da mulher?

Article Premier
«Tous les êtres humains naissent libres et égaux en dignité et en droits. Ils sont doués de raison et de conscience et doivent agir les uns envers les autres dans un esprit de fraternité».


Article 7
«Tous sont égaux devant la loi et ont droit sans distinction à une égale protection de la loi. Tous ont droit à une protection égale contre toute discrimination qui violerait la présent Déclaration et contre toute provocation à une telle discrimination.»


Article 23
«1. Toute personne a droit au travail, au libre choix de son travail, à des conditions équitables et satisfasantes de travail et à la protection contre le chômage.»


Alors, la réalité, sur les femmes et l'emploi (ou le chômage, si vous voulez):

  • 14,8 % des femmes actives sont au chômage... contre 10,8% des hommes
  • les cadres féminins gagnent 34% de moins que leurs homologues masculins. Dans tous les secteurs, les femmes sont systématiquement moins bien payées.
E agora, breves passagens de um artigo do ano de 1999, do jornal Público

Se a ler estas linhas gastar um minuto, a estatística garante que nesse espaço de tempo cinco raparigas em todo o mundo, mas esmagadoramente em África, terão sofrido mutilação genital. (...) Ainda que quase circunscrita a uma faixa de países que cruza de um lado ao outro o continente africano, a mutilação de raparigas não é hoje um fenómeno residual(...).
Na Somália, a Amnistia Internacional calcula que 98 por cento das raparigas não escape deste ritual.(...)

Oublient les statistiques... Lembrem-se do acto em si e tentem imaginar a horribilidade... eu não consigo.

Estima-se que a violência doméstica mate mais mulheres que o cancro da mama (!) aqui, no nosso Portugal.

Factos assim só mesmo para exclamar: c'est incroyable!


segunda-feira, agosto 27, 2007

Pois é...

Ás vezes, lavando as mãos, sujamos a consciência.

e

Não tenho medo das sombras, elas apenas me indicam que há um ponto de luz

Mão à palmatória

Fim-de-semana cheio de emoções, de expectativas, de nervos à flor da pele. Sábado jogou o Benfica, muito acanhado, com um ou dois lances bonitos sem causarem ansiedade. Uma primeira parte esforçada. A segunda sem notoriedade. Domingo: FC Porto-Sporting CP. Falhas, falhas e mais falhas por parte dos leões na primeira parte, pensamento inversamente proporcional aos actos e os dragões a apertarem com passes, noções de jogo eficazes. Segunda parte inglória e fico-me por aqui. Não! O golo... tenho de falar desse golo e dar a mão à palmatória, após visualização mais atenta do lance que o originou. Polga atrasa, Stojkovic ainda dá um toque com o pé mas não chutou com força, tomou-a com impulso de «toma-toma, é minha». Toda a gente falou nisso. Ninguém se calou, muito menos os poucos benfiquistas que estavam a ver o jogo comigo. De águias passam a gralhas, de repente. Bom futebol, vitória merecida mas injusta. Falta o Inter! Ah, júlio César, como pudeste? Ainda fizeste pior que um guarda-redes de um clube português! Erros todos cometem, o maior erro é não admitir que se erra. Tenho dito.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Uma história e quatro realidades

Ontem, não estavam a funcionar os programas informáticos que me davam acesso à informação necessária para poder trabalhar, como tal aproveitei e juntei-me ao grupo que estava a ter uma formação técnica. Aprendi muito durante uma hora mas o estômago estava a fazer ruídos, anunciando vontade de ser saciado. Demorei 15 minutos a comer e a fumar o meu cigarro, como habitualmente. Voltei para o piso onde funciona a equipa mas não os programas. Não havia hora prevista para solução do problema, como tal voltei para a formação que ainda decorria. 20h e fez-se luz: os programas normalizaram - back to work!
A nicotina, ou a falta dela, ocupou-me o cérebro as 21h, fui fumar um cigarro e eis que encontro uma senhora no pátio do rés-do-chão a olhar muito admirada para todos os cantos. Mal sabia ela que edifício era... mas eu expliquei-lhe, em português (!) e ela percebeu. Falava pouco português mas percebia tudo e eu ainda a ajudei a perceber mais, ensinando-lhe palavras como uma professora da primária a ensinar o bê-a-bá. Achei engraçado. Só no fim soube que ela era de Paris.

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De rajada a ler três livros:

De Charles Van Doren - «Breve História do Saber» ( requer tempo e uma análise, paralela, de conhecimentos)

De Ronald Wright - «Breve História do Progress0»

De Martin Dugard - «Á Descoberta de África» (ainda na primeira parte)

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Dois convites, duas esperanças. A aguardar....

  • Projecto de Inserção Social na Santa Casa da Misericórdia
  • Estágio na ESRI- Portugal ( departamento: Recursos Humanos)
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Eu como sou ao contrário de toda a gente, pelo menos em Portugal....

.... comecei a fazer exercício físico este mês ( e não na Primavera, como os que querem milagrosamente estar em forma)
....comecei a esboçar planos para o Natal (de forma a que não tenha de esticar ordenado)
....comecei a esboçar planos financeiros, para não haver surpresas
....comecei a pensar que se calhar um sorriso pode ser um raio de sol num dia de chuva. E, imitando um cantor italiano dos anos 90, penso positivo porque vivo!

segunda-feira, agosto 20, 2007

A culpa é do (pouco) calor

A malta queria Verão em época de... Verão. A populaça queria saltitar nas festas da terriola sem ter de se arrepiar com o vento fresco. A menina sonhava mostrar o biquini novo e ficar morena como as modelos da televisão, não sabendo ela que as modelos vão ao solário e tomam mil e uma cápsulas, cujo agente principal é o betacaroteno, para fixação do bronzeado.
O rapaz desgrenhado e com abdominais desejáveis queria umas ondas porreiras, um sol radiante, um vento que soprasse a favor, menos frio. Lá se foi aquela saída à noite na praia, romântica, com o luar de Agosto, com a luz das velas. Esquivaram-se os planos... Sentindo-me mais uma, sem o valor de uma «única», a «tal».
Menos incêndios, menos mortes nos hospitais, menos senhoras em menopausa queixando-se dos calores infernais, menos senhores a mexerem-se, qual bicho selvagem, de tronco nu nas ruas.
O Verão já não é o que era... 6 dias com temperaturas acima dos 30º e o resto dos dias ventosos, chuvosos.



Os homens estão cada vez mais bonitos. Cuidam do cabelo, usam cremes com agentes bronzeadores, esfoliam a pele, usam perfumes bons, vestem-se a condizer, vão ao ginásio... alguns. Outros há que simplesmente acham que isso é uma parvoíce e beleza é acessório de mulheres ou então têm preguiça e acham que não vão ser eles alvos de substituição, afincando-se a pressupostos de leis da natureza (morta).
Acho bem, os homens estão a cuidar-se, usam cor-de-rosa... Por falar nesta cor, acho o equipamento do Benfica muito bonito e, penso que por parte do clube houve um acto de coragem, em jeito de grito do Ipiranga. Vejamos: o futebol é o desporto do macho por excelência, o cor-de-rosa é a cor associada ao género feminino, o Benfica é o clube português com mais títulos no futebol. Associar o cor-de-rosa a um clube assim iria ser degradante, mas não! É fashion (correctamente: fashionable). Cores à parte, Fernando Santos adeus, gostei do seu trabalho, gosto de si enquanto treinador. O campeonato começou com um empate, faz parte... é do (pouco) calor.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Pergunta Urgente

Do you still dreaming?

Direitos e... Deveres

Tenho o direito de estar triste, ou também mo tiram? Tenho o direito de ser, ou não? É que, numa sociedade cada vez mais castradora, repressora, avassaladora e todos os sinónimos que queiram ler a partir destes adjectivos, é díficil ser-se, estar-se. Não falo das leis, do Estado, falo do povo, do zé povinho e das marias-da-fonte. Se uma pessoa é simpática, deveria mostrar menos os dentes e é logo rotulada de «atrevida», de «lambisgóia», de «sonsa», dependendo do contexto. Se uma pessoa mostra algumas reservas face a um assunto, face a um gracejo ou a um cumprimento, é escarrapachado no curriculum a graciosidade de «antipática», «carrancuda», «besta». Voltando à frase inicial: Tenho o direito de estar triste! De sentir dores nas entranhas e de querer virar o mundo de patas para o ar! Mas o dever chama-me e tenho de me controlar, ser boazinha, respirar fundo e mostrar um sorriso cintilante. Ora bolas, não me apetece! Quero lá saber das condicionantes da acção humana, isso é matéria de escola para mim, hoje. Não me apetece mostrar sorrisos, a não ser que me dêem um bom motivo para um.
Tenho o dever de não importunar ninguém, não é verdade? Tenho o dever de ser minimamente bem educada, sendo que «minimamente» corresponde ao «obrigada», «se faz favor» e afins. Eu consigo.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Corpo e Alma

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, disse um dia um conhecido poeta... mas eu não acredito na alma. Ontem falava disto com uma amiga minha e não ousei tecer uma palavra que dissesse respeito à minha opinião pois pareceu-me que iria falar durante horas e hoje tinha de me levantar cedo...
As vezes diz-se «aquela pessoa parece que não tem alma», eu não diria tanto, talvez apenas «aquela pessoa é uma sacana» ou termos mais impróprios. Acredito que haja pessoas que não sentem, fingem que não sentem ou então são sacanas, sendo este ultimo grupo o pior, sem uma definição possível, pois regozijam-se no sentir (pesaroso, melancólico) do eu.
O corpo, o prazer, os momentos são apenas o que interessa, sendo que o egoísmo apodera-se e nunca sabemos quem temos ao lado. Uma lágrima sem ser enxuta, uma mão sem ser acariciada, uma mente sem ser compreendida. Porquê? Porque as pessoas estão demasiado preocupadas com elas próprias e, não digo que não tenham alma... têm corpo.
A dor que sinto não é dor do corpo, é dor de quê? Pensar que apenas queria construír um mundo, que queria fazer alguém feliz e abraçar toda a noite... preferiu virar-se para o lado, como em tantas noites.
Sozinha. Sigo em força rumo a um objectivo muito concreto mas ao mesmo tempo abstracto: a felicidade! Sei que serei feliz um dia e, ao menos não faço ninguém infeliz, o que já é um pouco de felicidade.

Será que arranjarei emprego como «chantagista»? Diagnosticaram-mo. Ou manipuladora? Escarrapacharam-mo na cara. Não creio... sou mentirosa... também assim consta.
Vou ser livre e apostar naquilo que nunca me disseram: sou a Sónia Garcias.