sexta-feira, junho 29, 2007

Enquanto estou ao computador a pesquisar, a ver o que se passa no mundo através do D.N, do Público e também o Record, estou em silêncio, sem qualquer barulho,sem o escarafunchar na terra, por parte das senhoras da câmara municipal, que oiço todos os dias nas traseiras do prédio.
Decido dedicar algum tempo à minha tese e vou verificar que textos serão úteis. sem dúvida que os conteúdos programáticos e normativos do PROT (Plano Regional de Ordenamento do Território) são importantes e faço um cruzamento de ideias entre esta temática e desenvolvimento local. Vou ver Graça Joaquim, Paulo Correia, Jorge Luís Filipe entre outros. Mais uns esquissos, mais ideias surgem. Agora não estou com silêncio ao meu redor. De repente a vontade de ouvir música que não ouvia há anos com toques de house, techno, chill-out. Ananda Project, Shawn Christopher, Moloko, o albúm «Second Sign» do Carl Cox e o album «simple things» dos zero 7. Dei-me bem com a mistura, não fiquei mal disposta e recomendo o cocktail. Saciei a minha sede... não é que analisar os autores atrás referidos seja uma seca, entenda-se.

quarta-feira, junho 27, 2007

Não se descobriria mais nada se nos déssemos por satisfeitos com as coisas descobertas


Séneca



segunda-feira, junho 25, 2007

Uma espécie de mim

Algo sobre mim:

Aqui escrevi há algum tempo atrás acerca da insegurança e digamos que dessa parte até agora tenho sentido menos insegurança em mim, ou seja, no que sou, naquilo que faço, naquilo que falo. Não sei se é essa a opinião das outras pessoas mas segundo um amigo meu não sou assim tão insegura, isto porque admito a minha insegurança, a minha pequenez e ao mesmo tempo a minha grandeza. Gosto de mim, com todas as qualidades que tenho. Mudaria algumas coisas mas, quem não mudaria?
Dou por mim ao espelho a pavonear-me (sem complexos de Narciso) e a admirar aquilo que tenho de bom. Tento mudar aquilo que não está tão bem e isso não se vê no espelho... Melhor dizendo, vê-se no espelho do meu próprio interior. Acho que o grande «pecado» reside em pensar muito no que os outros (as pessoas próximas) dizem.
Hoje sinto-me bem mesmo tendo acordado num dia cinzento e com ditos mais ou menos down na cabeça. Ninguém é perfeito, por isso custa admirarmos alguém com qualidades quase perfeitas. Somos críticos por natureza por isso,tudo o que nos é alheio é alvo de crítica e não de elogio... é díficil elogiar alguém, porque soa sempre a bajulação. O segredo é dedicarmos uma crítica da mesma forma que um elogio: com naturalidade. Digamos que um franzir de olhos e comparações não é natural... Digamos que um sorriso e a construção de uma frase calma é aceite.
Não é que isto interesse a alguém e parece demasiado egocentrista estar a falar disto mas este blog é, sobretudo, dedicado à construção do ser, através de esquisssos e, também, opinião, textos temáticos, críticas e anseios.


Momento Zen:
O salão erótico terminou ontem (oh! - leia-se com ar de pena e não de outra coisa qualquer). Gostaria de ter visitado, por curiosidade e sobretudo porque não gosto de pertencer às massas sem preconceitos, isto é, não me dou a falsos ataques de pós-modernismo no sentido de dizer que não tenho tabus em falar sobre sexo mas, depois corar se me perguntarem sobre algo relacionado. É realmente cómico quando as pessoas dizem não ter tabus mas depois escondem-se na penumbra de um sorriso meio malandro. Depois vem o estigma que se aplica maioritariamente às mulheres quando estas falam sobre sexo, sendo que a mulher não pode gostar nem falar sobre pois ser-lhe-ão atribuídos nomes menos simpáticos. Atribuam-me nomes menos simpáticos pois então.

quinta-feira, junho 21, 2007

?

Acordo, ergo-me, caminho, baixo-me, ergo-me novamente; empurram-me, espezinham-me, dobram-me, humilham-me, esqueço, adormeço; sonho, embelezo-me, iludo-me, caio, ergo-me; desmaio, fantasio, encanto-me, alegro-me; acredito, ferem-me, escondo-me, choro.

Pergunto-me, vagueio, penso, existo, sinto, desisto; sento-me, observo, espanto-me, retraio-me; apaixono-me, saio, divirto-me, explodo; amo, sofro, calo, consinto, esqueço.

quarta-feira, junho 20, 2007

Friends

Enquanto os dias passam devagar,
cheios de incerteza,
sei que posso encontrar,
junto de vós, um ombro amigo, de certeza.

Fez bem o passeio à noite, o falar sobre tempos idos, recordar lugares que estão hoje em dia diferentes, contar os planos que temos esboçados ou mesmo contar que não temos plano nenhum. Foi bom dar uma gargalhada, ainda que a época não seja propicia a risos pelas mais variadas razões pessoais, do mundo e aquelas que estão algures no conforto da memória.
Foi bom saber que podem contar comigo e que eu posso contar convosco, saber que tenho quem oiça os meus pontos de vista sem me criticar ou quando o fazem não me corrigem, constroem. Foi bom ver que me olham nos olhos quando falo e saberem que linguagem aplico, muitas vezes só com uma expressão. Foi bom saber que dão interesse ao que faço. Foi bom receber um abraço e, aquando da chegada a casa, uma mensagem a perguntar se está tudo bem... Bom saber que afinal não são todos que são distantes e não se preocupam. Bom saber que há amigos.

P.S: Eu compreendo perfeitamente o que queres dizer com o «cheiro a Alentejo» :) Obrigada

terça-feira, junho 19, 2007

Quero....

.... E S Q U E C E R - M E

Sunshine

I hope a sunshine in my life instead of this rainy day...


Acordo cinzenta, olho pela janela e as nuvens estão em concordância comigo, desfazendo qualquer tipo de esperança num espectacular dia. Ponho-me a pensar, melhor será dizer raciocinar e parece que não vou mesmo ter um dia espectacular... Sinto-me como se não fosse nada, ninguém para alguém, vulgar sem uma caracteristica especial, única. Apetecia-me ter um anjo junto a mim com uma luz branca e radiante, a pegar na minha mão e, com os seus poderes, a mostrar a minha vida até esta parte, o que fiz de bom, de vantajoso para os outros e para mim. Imagino que sou esse anjo, fazendo uma retrospectiva mas não vejo nada de especial, nada de vantajoso para alguém, pelo menos de uma maneira específica, de uma forma significativa.
Na vida das pessoas de quem eu gosto e de quem eu já gostei, parece que não tenho um lugar especial. Não é que seja obsessão mas gostava de saber como é sentir-me única, falada, lembrada e tenho uma certa inveja (saudável) das pessoas que são lembradas, faladas. Oiço com atenção mas confesso que a toda a hora aborrece. Quando penso que estou a ser especial, logo de seguida sou abafada por uma lembrança, fico triste e a pensar «quando serei eu?»
Não se dominam os pensamentos dos outros, nem sequer os nossos, por isso nem quero pensar no que a boca cala... Mais vale acordar cinzenta, à espera de um dia solarengo na minha vida.
Sinto, muitas vezes, que a vida não corre, anda devagarinho, a passo de caracol. Sinto-me a estagnar, a ficar presa sem me poder soltar, sem um empurrão na minha vida profissional e é, também, por isso que penso no nada, no ninguém, pois não existe crença ou indicação de caracteristicas positivas em mim.
Salvo os pais e os irmãos (que são suspeitos) gostaria de ter o apoio, a crença, a valorização da minha pessoa mas na verdade só existem críticas,as quais agradeço mas que penso serem excessivas ou então sou mesmo um fracasso (!).
Espero encontrar um raio de sol nestes dias cinzentos...



Manias....

Este fim de semana fui visitar uma cidade lindíssima, que tem museus, cafés, bares e, não fosse o mau tempo, gente jovem e bonita nas ruas sábado à noite. A cidade tem história, tem castelo, tem por perto um rio e gentes únicas.
Não fui para Londres meus caros, nem para Paris ou outra cidade da Europa que toda a gente «tem» de visitar. Não vi estações de metro enormes nem o Louvre, antes as casas caiadas de um branco imaculado e o Museu do Relógio (que é único na Península Ibérica). Não provei pratos requintados da nouvelle cuisine francesa, tive o prazer de degustar carne de porco preto, não tendo de fingir estar satisfeita e maravilhada - não precisava!
Este fim de semana fui a Serpa meus caros e recomendo a todos os que dizem conhecer tantas maravilhas que por lá passem, porque não é só no estrangeiro que encontramos coisas fantásticas. Quantos de vós não conhecem bem as terras de Portugal? Quantos de vós escrevem crónicas, opiniões, artigos sobre os outros países e esquecem o cantinho da Europa, que é nosso?
De facto é uma mania como outra qualquer, apreciar apenas aquilo que é estrangeiro, aquilo que diz respeito a outras culturas. Mas será que compreenderemos outras culturas sem sequer conhecermos a nossa? Manias...

quarta-feira, junho 13, 2007

A tradição- ainda é o que era?

Estamos na época dos santos populares que é dizer marchas populares, sardinha assada, muito vinho, muita confusão nas ruas. Hoje, 13 de Junho, comemora-se o dia de Santo António, santo casamenteiro e protector de muitas alminhas que lhe rezam diariamente para terem o seu lugarzinho no céu.
Ontem, as ruas da baixa lisboeta estavam ainda mais cheias, de pessoas, de carros, de copos de plástico no chão, de confusão. Gente de todas as idades: os mais velhos de manjerico, os mais novos de cerveja, na mão. Rua abaixo, rua acima, deambulavam, com certeza absoluta, mais pessoas do que no quotidiano stressante. Não fui, o cansaço e a obrigação de trabalhar hoje impediram-me e a balbúrdia que se deparava aos meus olhos deu o remate final.
Soube hoje que Alfama ganhou, novamente este ano o concurso das marchas populares.... novidade. Pelo que vi na televisão, não foi assim tão bom, bem como em anos anteriores. Existem critérios dúbios de avaliação mas não vou aprofundar, porque não me compete e nem sou tão entendida em desafinação vocal que mereça uma opinião.
Ouve-se falar de festivais por aqui e por ali, creamfield, alive, superbock super rock, rock in rio (que mereceu fogo de artifício na ponte 25 de Abril anunciando a chegada em 2008), e a lista continua. De facto, Portugal não se encontra, infelizmente, apto para este tipo de festivais, porque o resultado é: filas enormes para o que quer que seja dentro do recinto onde se realiza determinado festival; muita fome; pouco espaço para respirar. Sempre podem ir «aos santos» e dar 2,50 € por uma sardinha no pão, hein?

quarta-feira, junho 06, 2007

Me and anybody else

Algures entre mim e outra pessoa qualquer está aquilo que gostaria mesmo de ser. Irrita-me, a maioria das vezes, a minha maneira de ser no sentido de ser demasiado benevolente, demasiado teimosa e sobretudo, demasiado sensível. Gostava de ter a capacidade de ser fria e falar para os que gosto como se fala para um animal... parece exagerado, mas não é, uma vez que são aqueles que gosto mais (e que dizem gostar de mim) que me tratam assim... com frieza, sarcasmo, maldade. Normalmente responde-se na mesma moeda. Eu como não tenho trocos, estendo uma nota das largas.
Entram na carne como facas, as palavras rudes e frias e de certeza que nem deveria escrever isto
porque é considerado por muitos uma fraqueza. Que seja. Eu sigo aquela frase feita que transmite a ideia de que admitindo fraquezas, estamos a ser fortes.
Pode ser um dia que eu impressione, que eu mude e assim condicione alguém. Pode ser que me respeitem de uma vez por todas em vez de me espezinharem de cada vez que abro a boca para transmitir o meu ponto de vista, para me explicar, sem terem de me abafar com frases nojentas dirigidas a um animal, a um monte de lixo. Pode ser um dia que não seja um estorvo e que vejam que eu sou uma pessoa com inumeras qualidades... Pode ser
Talvez eu consiga ser uma actriz a interpretar um papel unico e vencedor! Estou farta de ser a vencida, de ver risos ensurdecedores nos meus sonhos e de cada vez que olho para o espelho. Talvez eu consiga encontrar algures entre mim e outra personalidade imaginária o que quero, em vez de ser tão genuína, uma vez que não compensa, sofre-se.
Talvez seja eu um dia a dar respostas que impressionem pela negativa e que façam sofrer. Talvez seja eu um dia a manipuladora de tudo e mande toda a gente se f**** como me mandam, mesmo que indirectamente, a mim, sem olhar, sem escutar sequer o meu ponto de vista.
Com certeza acharei o caminho nesse sentido, para pelo menos ser livre e descobrir o real significado de ser feliz, útil, prioridade, sem vergonhas e sem medos. Conseguirei falar sem me atropelarem e irei impor a minha prerrogativa... Conseguirei ao ser eu própria?

Wish me luck!

domingo, junho 03, 2007

Fitei o teu ar de menina,
cresci alimentando esta imagem tão pura,
até que ela se desfez em pó, cinza no ar.
Já me esqueci, de mim e da tua candura...

Perguntaste-me com ar de desdém se eu tinha alguém,
a minha figura encolheu-se do desprezo do teu olhar.
Segui-te, nesse teu passo desacertado,
só com o desejo de um breve gracejo teu,
sem esperanças e sem medos.

Fiquei feliz só por te ver sorrir,
sem desprezo no olhar.
Disse-te que sim - tenho alguém.
O balanço do teu corpo desequilibrou-se,
ficaste tão solta e frágil...

Corpo de mar, cheio de ondas,
cheio de luz, cheio de vida!
Tudo em ti brilha, só eu é que não.
Força pujante da natureza,
esta minha incontornável paixão.

Dá-me licença que te não recorde,
que os anos são muitos e dói-me respirar,
sentir, pensar, agir.
Já me lembrei e, lentamente, sofri.
Não quero e não posso lembrar-me de ti.