I Think i'm gonna E X P L O D E !!!
Esquissos do ser
Alguns rabiscos do que somos. Relatos de uma vida, projectos em desenvolvimento intelectual, impulsos característicos do ser humano
quarta-feira, janeiro 24, 2007
segunda-feira, janeiro 22, 2007
uma gaivota voava
(...)
como ela somos livres,
somos livres de viver
Existe muito de real neste excerto de uma letra de música oriunda dos tempos da revolução dos cravos. Importa saber que conceito é esse: ser livre. É que para se bater as asas, precisa-se de saber como as bater e em que direcção ir... Todos têm direito á vida, é certo mas, antes de se trazer à vida o ser, precisamos ter a certeza de que será «livre». Qual, então, o propósito de viver, se não temos a certeza de dar liberdade, com a infelicidade de estar preso ao que corrói e, assim, mata?
Fala-se de atentado à ciência da vida, assim como de imoralidade. Falemos antes da corrupção advinda da clandestinidade, do tabu, esses sim causadores de repressões e de doenças mentais, em alguns casos. Porque certamente uma mulher não faz um aborto da mesma forma que compra um quilo de maçãs, ela sabe-o e é ela que o tem de o fazer, por isso é o agente criminoso, não contando com os cúmplices, entenda-se.
Há que ter em conta os devidos apoios, financiamentos, (in)formação e deixemo-nos de falsos moralismos, da mentalidade comezinha e de brandos costumes. É uma questão de foro íntimo, pessoal mas principalmente, uma questão social, que deve contar com a ajuda de todos nós contra a corrupção, a clandestinidade e as consequências graves daí decorrentes, a falsa moral e a repressão social.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Like this
mais um fim de semana a vista e esquecer tudo o resto...
quero ser tua, ó noite!
e que venham os amigos e a conversa e o sentir-me util!
entornem-me vinho do bom e meia duzia de palavras solenes
encharcadas pela amizade ébria mas não vã!
Conheço-vos: estão comigo todos os dias
e cantam-me apoios mil,
com toda a razao a todo o momento!
Celebremos, que a vida já está gasta que chegue
Celebremos porque somos nós!
Celebremos e esqueçamos as mágoas
e cantemos até irritar as almas ditas elitistas
snobes, atrofiadas, no fundo!
E sou infeliz....
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Just a flower

Uma flor,
uma pequena flor,
que eu colhi,
a pensar em ti....
bastaria uma flor ou outra coisa qualquer
um pedaço de luz cravado em mim
uma respiração acelerada,
um elogio á madeixa da franja que cai,
uma mão a apertar a minha,
um colo....
bastaria uma flor ou outra coisa qualquer,
pequena mas do tamanho do mundo,
a encher a alma,
a esvaziar os silencios
TÃO l o n g e.....
Parabéns a minha mãe!!!
Só tu para eu dizer realmente e, sem medos,
que existe amor puro....
porque tu estás sempre na minha vida,
porque é em ti que tenho o meu porto seguro.
segunda-feira, janeiro 15, 2007

Pensar no mundo e tentar dormir,
pensar em mim....
adormecer profundamente,
sem rejuvenescimento depois,
caír fundo no infinito....
Percorrer túneis sem olhar,
esquecer-Me
Despertar!
Acordei sozinha no mesmo lugar, olho em volta e...
eis a confirmação.
Vejo no espelho a menina que quero ser mas não sou (por dentro)
Quero adormecer, esquecer-ME!
Amadeo non-stop
A Fundação Calouste Gulbenkian teve como iniciativa a exposição, mais completa por sinal, de obras de Amadeo de Souza-Cardoso. Esta iniciativa teve como resultado filas intermináveis de acesso ao museu, antes disso 5 horas à espera de bilhetes, em alguns casos.
Diz-se que Amadeo passou como um cometa pela pintura moderna: de forma breve mas intensa. Expõe, em 1911, com Modigliani, pintor que à vista dos críticos é um dos maiores pintores do séc. XX. Não acho mas percebo - tinha uma pintura que não se enquadrava, de forma explícita, em nehuma corrente, então, existente. Aprecio mais Souza-Cardoso, que nem sequer teve formação académica, bastou-lhe o talento.
sábado, janeiro 13, 2007
Regra geral, costuma dizer-se que os homens são mais egoístas que as mulheres. Também se costuma dizer que as mulheres são mais sensíveis. Muita coisa se costuma dizer... Se formos ver a origem desses ditos, se calhar não estão assim tão errados, estão a ser alterados, isso sim. Todos sabemos que o povo faz questão de acresecentar sempre um ponto ao conto.
Na minha, ainda curta, estadia por cá, relativamente a relações interpessoais, tenho visto, ouvido, sentido muita coisa (não um pouco de tudo, pois assim estaria a exagerar) desde homens egoístas e rudes a mulheres frias e sem escrúpulos, gente cínica, tanto homens como mulheres, gente afável e correcta, gente sincera e com garbo. Só posso falar da minha experiência pessoal, portanto do particular em si e aqui constato que existem caracteristicas de pessoas sem atender ao género, dependentes de inúmeros factores: sociais, psicológicos, educacionais, etc. Mas como uma comum mortal, descendente de Adão e Eva, acabo por generalizar também, a grande tarefa é saber descodificar esse geral e cingir-me ao particular, neste caso a minha observação, a minha experiência. Daqui retiro o seguinte: de toda a gente que conheci, é um facto que as mulheres são mais sensíveis, mais demonstrantes de emoções, mas também mais intriguistas. estes dois factores podem ter uma relação entre si, uma vez que a intriga suscita interesse em saber, em desvendar, em falar de outrém, assim cria-se na pessoa que fala um estado de emotividade, quer positiva, quer negativa. É também facto que os homens são mais práticos e racionais em situações que necessitam rapidamente de uma solução assim, são bons ouvintes e conselheiros mas são os mais egoístas e desleixados. Para eles (os que conheci) basta apenas falar sobre o essencial, ser-se prático e adequar a imagem aos estimulos sexuais.
Basicamente, constato que a mulher é muito mais predisposta a sacríficios conjugais, ao fazer determinada acção pelos dois, enquanto que o homem resolve as suas tarefas com um beijinho, porque pensa que é assim que a mulher fica bem. Esta questão tem muito de quotidiano, na sua génese, pois a mulher faz sacríficios diários: é a mulher que tem de aparentar beleza, e este conceito já é suficiente, se não imaginem (os homens) como é arrancar pêlos com cera. Não querem dizer «por favor» mas anseiam por ouvi-lo das mulheres. Isto tudo com direitos de experiência pessoal, recorrendo a uma contagem minuciosa dos elementos e devidas características.

Não me sinto a cereja,
doce dos dias quentes,
sumarenta e leve
a vista de quem quer que seja.
Não sinto repetidos dentes,
nem uma passagem breve.....
Espero as palavras,
enquanto o relógio não pára,
eis que surge uma!
Não era essa que eu queria.....
De novo falas, bem vejo, para dentro... não te oiço
Era mesmo essa que eu queria!
quinta-feira, janeiro 11, 2007
ana
Todos nós fazemos aquilo que queremos com o nosso corpo, esse é um facto. Todos sabemos também, caso sejamos mentalmente saudáveis que, privando o corpo das necessidades, para poder sobreviver, morremos (a médio ou longo prazo). O que é facto é que existem meninas (na sua maioria) e meninos que são a favor da ana - a amiga que os faz sentir fantásticos mas que os mata.
Fui com curiosidade visitar alguns blogs pro-ana e (pasme-se!) a maioria são brasileiros. Verifiquei que, muitos dos relatos, são tidos como heróicos, ou seja, a obtenção de uma determinada meta fá-los sentir heróis, dominadores do próprio corpo e, mais importante, da mente. Não vale a pena deixar comentários do tipo cristão, porque se bem se lembram, «o jejuar purifica a alma»; comentar de uma forma austera, repressora porque muitas vezes a máxima aliada é «vai para o quarto sem jantar» ou «agora ficas sem comer» - que moral é que têem? Neste caso, citando uma personagem da cena futebolística, há que ter «tranquilidade», porque uma pessoa com anorexia ou bulimia tem de ter, antes de tudo, acompanhamento psicológico, para se diagnosticar o porquê do auto-controle (o que não consegue controlar na vida social, na maioria das vezes).
A nossa sociedade tem mea culpa, ao incitar o culto da magreza e o estigma a quem não tem esta qualidade. Se verificarmos todas as pessoas bem sucedidas como é o caso da loiríssima Paris Hilton, verificamos que a aliada é a magreza.... Até que venha um dia em que as roliças estejam na moda e aí, desata tudo a comer. E nós andamos neste iô-iô, para sermos escravos da moda? No way! (permitam-me)
A ana parece ser uma amiga porreira ao inicio: emagrecemos, uns cinco quilinhos, seis, sete no máximo. Mas ela é muito influenciável e até transforma o espelho de noite para fazer ver que se está gorda, na manhã seguinte. Menos 8, 9 kg..... 10Kg...... 20kg... a amiguinha futil ou a vida?
sexta-feira, janeiro 05, 2007
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Autora: Claire Castillon
Editora: Oceanos
Título: O insecto - e outras histórias de Mães e Filhas (2006)
Não sabia nada da escritora mas a curiosodade deteve-me. O tema do livro suscita-me o interesse, fiquei com o bichinho. São descritas 19 histórias rondando sempre o mesmo assunto - as relações entre mães e filhas, relegando para segundo plano o papel do pai, amante, marido - dando ao leitor vários perspectivas como a mãe que tenta transformar a filha naquilo que considera «ser uma mulher», a que é agredida pela filha adolescente, aquela que não consente, sentimentalmente, que a mãe morra mesmo quando esta lhe fazia a vida negra. Todos estas histórias suscitam várias sensações a quem as lê: desde o riso por excertos recambolescos, tristeza pelo realce dos factos de todos os dias, surpresa e vício quando nos deparamos a ler e não conseguir parar para saciarmos a curiosidade, do que acontecerá no desfecho.
Uma escrita leve, decidida, um pouco bruta no sentido de golpear os sentidos com relatos, muitas vezes, macabros. Definitivamente, para ler e reler.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Para os que não apreciam Bocage... (e para os que o adoram)
Segundo Gomes Monteiro, fazendo uma análise de Bocage, haviam particularidades de Bocage que se foram desvanecendo com o passar dos tempos. Muitos escritores, com poder criativo que lhes é inerente, acharam mais lucrativo atribuir ao nome do poeta piadas obscenas, daquelas que ficam no ouvido e vão passando de boca em boca, do povo. E já se sabe o velho ditado: «quem conta um conto...». Mas que é do Bocage dos sonetos imortais? Pouco lhe conhecemos. O Bocage que interpretou Ovídio e Anacreonte, fazendo leituras que o tempo se esqueceu. Ninguém deu pelo Bocage que traduziu Castel e Dalile, valorizando o original. Uma capacidade extraordinária de improviso. E não se esqueçam que tudo isto estava para ser abafado pelo intendente Manique...
Liberdade, onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não caia?
porque (triste de mim), não raia
já na esfera de Lísia a tua aurora?
Da santa redenção é vinda a hora
a esta parte do mundo, que desmaia.
Oh! venha... Oh!, venha, e trémulo descaia
Despotismo feroz que nos devora!
Eia! Acode ao mortal que, frio e mudo,
oculta o pátrio amor, torce a vontade,
e em fingir, por tremor, empenha estudo.
Movam nossos grilhões tua piedade;
nosso númen tu és, e glória, e tudo,
mãe do génio e prazer, ó Liberdade!
Bocage
terça-feira, janeiro 02, 2007
Ano novo, vida nova - é o que se diz por aí. Os votos, do senhor primeiro ministro, de prosperidade; as promessas de que este será um ano melhor que o transacto e as nossas promessas mentais de que tudo vai ser diferente; o típico pensamento «este ano é que é: o carro, a casa, o dvd, aquele telemóvel». Depois materializam-se as pessoas «este ano é que vamos ter um filho, não é amor?», enfim....
Eu vou então permitir que seja feita a minha vontade, com direitos individuais autenticados pela minha arrogância: não quero tornar-me numa pessoa melhor, porque isso depende de muitos factores. Quero antes tornar as outras pessoas melhores, criticar de uma forma construtiva, ver o que está bem e o que está mal, dar conselhos.... Já é bom.


