Endgame
Dizem que os que ouvem Metal (das mais diversas variantes) são criativos, inteligentes, audazes e possuidores de forte espirito crítico. Não sei. Só oiço e gosto.
Navego na net verificando muitos dos blogs acerca dos entendidos ou críticos de Metal e não sei se hei-de rir ou pura e simplesmente fechar as páginas. Classifico-os apenas de Nerds do Metal pelo facto de apontarem detalhes que em nada são concordantes com a terminologia metálica e por terem uma memória tão curta como uma palheta. Já leram atentamente as letras da banda Megadeth? Já verificaram que não mudaram o seu registo durante os anos (tal como Maiden, por exemplo?) ou será que vão para sempre comparar esta famosa composição de músicos com Metallica? Penso não existir comparação. Os escaparates decidiram por si. As estatísticas, os criticos, as opiniões valem o que valem, sendo que a minha vale para mim e é o que me chega mas urge clarificar um pouco algumas coisas que não são de senso comum. Argumentos? Muitos porque essa de dizerem que os «gostos não se discutem» já está bafienta.... Nos anos 90 Mustaine e os seu comparsas foram, sem dúvida, a melhor banda de Heavy Metal ou têm melhor letra do que «Victory» de Youthanasia (1994) ou «Foreclosure of a dream» de Countdown to Extinction (1992)?
Quanto a melodia, todas elas sem excepção, são de uma categoria insuperável, tendo um senhor guitarrista de nome Mustaine a demonstrar desde 1982 a sua raça. É claro que existe uma coisa chamada intemporalidade que faz parte da génese do Metal, e faz com que muitas das grandiosas bandas tenham uma repetição (não redundância) de riffs, melodias e temáticas. Do novo álbum «Endgame» saliento 44 minutes bem como The Hardest Part of Letting Go... Sealed With A Kiss.... e virão certamente, pensamentos sexistas pois o Metal é cruel, rude, mau e não é para meninas, olvidando porém que é também realidade, verdade, justiça. E que substantivos melhores para terem associados os adjectivos supra identidficados? Remando ainda a favor da intemporalidade, as faixas que gosto mais e algumas outras de outros albúns têm muito em comum mas a inteligência reside em tirar proveito de temáticas já exploradas para além de coincidir modernidade com aspectos que tornam uma banda naquilo que ela é. Long live Megadeth é o que vos digo.


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