quinta-feira, maio 31, 2007

Remoto, controlo remoto

A terra do dragão já não é o que era... não, não estou a falar da cidade do Porto... Estou a falar de um país cujos padrões de riqueza são diferentes dos nossos. Protegido pelos Himalaias, neste país não existe mendicidade, criminalidade ou desemprego, as pessoas não apreciam a riqueza por questões culturais e não admitem a entrada de massas turísticas.
No Butão, esse país remoto, avesso às modernices, vincado às tradições, aos costumes puros, sem mão da tecnologia, existe televisão! O actual rei, Jigme Singye Wangchuck, autorizou em 1999 que a caixinha mágica fizesse parte da vida dos butaneses. Como por magia, a vida dos butaneses mudou, para o bem e para o mal, como tudo na vida. A realidade é que a televisão é um factor de coesão familiar, isto porque as famílias mantêm-se juntas ao prestarem atenção a este objecto. Mas existe sempre o «outro lado» e esse mostra-nos que a televisão impulsiona o consumo, transmite imagens de luxúria, apela à violência, ao agir sem pensar. O Butão não funciona assim, nunca funcionou. Devem ser filtrados canais que vão ao encontro dos padrões culturais deles, assim alargam os horizontes, ficam a conhecer um pouco sobre outras culturas, sobre a natureza que tanto apreciam. Seria uma solução a ponderar.