Liberdade
Ainda me lembro de ver o meu irmão a discutir sobre política, em casa, sempre à hora do jantar, com o meu pai, cujo sonho maior era ver-me vestida de branco a subir a um altar e jurar perante Deus o apoio incondicional ao meu marido. Lembro-me ainda mais da minha mãe, sempre atenta aos pormenores da conversa, com um laivo de timidez olhando para nós como quem não percebe do assunto. Nunca foi muito de falar, guardava os pensamentos junto da caixa da costura com os utensílios frios e passivos. Murmurava por vezes a música «Oração» interpretada pelo António Calvário, em jeito de reza e suspirava muitas vezes, lamentando a vida que tinha e o cheiro do perfume da outra mulher. «Deixa-te de parvoíces, só te quero a ti» era a frase que ouvia mais do meu pai dirigida à minha mãe, até eu acreditava nela até que o vi a sorrabar uma fulana bem mais nova que a minha mãe. Continuava a dizer-me que queria ver-me no altar e eu sempre a negar-lhe a vontade: já tinha tido dois namorados à socapa e nenhum me agradou - diziam a mesma coisa que o meu pai dizia à minha mãe....
Hoje é dia 25 de Abril, dia da Liberdade!
O excerto atrás é como quase tudo o que escrevo, fruto da minha imaginação, num rasgo de ímpeto misturado com um pouco daquilo que se vê por aí. Não tem nada de didáctico, mas este blog tem por tema, também, os impulsos e isto, meus amigos, é liberdade! (salvem-me dos risos, por favor, porque para me rir já cá estou eu)
Viva o 25 de Abril, viva a Liberdade!!!!
O excerto atrás é como quase tudo o que escrevo, fruto da minha imaginação, num rasgo de ímpeto misturado com um pouco daquilo que se vê por aí. Não tem nada de didáctico, mas este blog tem por tema, também, os impulsos e isto, meus amigos, é liberdade! (salvem-me dos risos, por favor, porque para me rir já cá estou eu)
Viva o 25 de Abril, viva a Liberdade!!!!


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