Ti, ti, ti, gosto mais de... mim
Chega o Verão, que é dizer praia, sol, calor. Encaixam-se na perfeição, sem fazer reflexão, nestes conceitos o biquini, mini saias, tops e, a acamponhar, uma pele bronzeada. Neste cantinho à beira-mar plantado, o clima mediterrânico convida aos banhos de mar e... de sol, ostentando, quem os toma, um corpo de bronze.
Tenho a pele clara, tanto que se notam as veias nos membros superiores e inferiores. Já tive complexos por isto, já chorei em adolescente e num acto de inconsequência, pus bronzeador de cenoura, pensando ter encontrado a «poção mágica», em vez de um protector com indice de protecção 30 ou mais. A minha mãe aconchegava-me com a frase-feita de que nos anos 60 estavam «na moda» as branquinhas, mas eu já me encontrava em finais de séc. XX e queria ter o corpo bronzeado como o da Helena Christensen.
Aparentemente, o aspecto da pele saudável é, efectivamente, com alguma cor mas também penso que existem muitas pessoas branquinhas que não têm aspecto de tísicas. Concordo em pleno com a jornalista Alexandra Silva que escreveu um artigo fantástico, na revista Vogue, sobre a dicotomia morenas/brancas, quando diz que devemos apelar à própria individualidade, portanto aquilo que nos caracteriza, como a cor de olhos, feições do rosto, cor de cabelo. Devemos tirar partido do que temos e, no meu caso, agentes bronzeadores aliados ao creme hidratante dão uma tonalidade muito bonita à pele, sem no entanto estar intensamente bronzeada. I like me!


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