sexta-feira, fevereiro 09, 2007

os espanhóis, os homens, a minha humilde forma de ser

Enviaram-me um e-mail no decorrer desta semana que eu achei hilariante. O conteúdo desse mesmo e-mail fazia jus ao carácter prepotente e pretensioso do espanhol (como massa e não como individuo), de uma forma anedótica. Pois bem, reparemos nos turistas espanhóis que nos brindam a nós, humildes portuguesinhos, com a sua majestosa presença: não percebem o idioma irmao com os continuos «qué?» ou «no comprendo»; fazem-se de esquisitos quanto à comida (meu deus como é ruim a comida espanhola); fazem de todas as palavrinhas estrangeiras uma espanholada autêntica, para exemplo aqui fica: a tecla «delete» no computador está designada, para eles, «borrar». Ainda se fosse uma palavra bonita.... Muitos de nós, portuguesinhos, pronunciamos «delight» (já ouvi isto algures num callcenter). Outro exemplo é a pronúncia da banda U2 ( u dos), a grande pérola: las chicas picantes (spice girls - a girls band do fim de séc XX). É bom para o ego, sim senhor, esta forma de pensar alto, a ambição, o «espanholizar» tudo. E já ouvi dizer «isto devia ser dos espanhóis, tínhamos vidinha melhor, não nos preocupavamos com nada» - é um relaxado o tuguinha.... Deixar andar e permanece-se como sempre: «dolce farniente», os outros que façam.
Por falar em não fazer nada... os homens quando não fazem nada coçam certas partes reconditas do corpo. Sobre as partes reconditas existe sempre muito a contar mas, salvaguardando as mentes mais púdicas e as que são ainda saudáveis, não me alargarei no assunto. Para além do género masculino ser utilizado muito mais amplamente na gramática portuguesa - diz-se humanidade (feminino) não é Homem (que redutor!) - existe uma importância dada às partes reconditas do homem que, não se compreende... Acho que o homem é aquela coisa à volta do.... Senão reparem: quando existe um comentário de virilidade o homem usa logo a frase (desculpem a vulgaridade): «eu mijo de pé», eu «uso calças», e ditos mais... como direi... reles. Mas são homens.... sim senhor. o homem é tão frágil que basta um comentário negativo para que a sua condição desapareça. Mas as conversas de café são outras.....E aí existe a imaginação da virilidade.
Eu continuo no meu cantinho, observando as (permitam-me) bacoradas que dizem a respeito de si-próprios e dos outros. Podem mostrar aos amigos, que depois as mulheres é que sabem o que têm. Nós as mulheres somos humildes...