Ontem (segunda - feira) a conversa de ocasião entre os colegas de trabalho, entre as pessoas nos transportes era a decisão dos portugueses neste referendo: SIM. Ouvi algumas pessoas dos PALOP's falar sobre este assunto e despertou-me o interesse quando ouvi: «Mesmo que pudesse votar, não votava. A opinião é minha e eu só dou se quiser.»
Entrei na conversa - após comentário de uma outra pessoa que não tem nacionalidade portuguesa a favor do «sim» - com a minha opinião. A meu ver todos os cidadãos portugueses devem votar pois só assim haverá democracia, no seu sentido mais amplo. Ao não votarmos, estamos a negar um direito que nos é próprio, como cidadãos. Meus caros, já pagamos impostos, queixamo-nos do serviço de saúde pública, da justiça, da educação (e a lista continua), ao menos que tiremos partido daquilo a que temos direito: o exercício de voto. A pergunta constante no referendo não gera assim tantas confusões, uma vez que se trata de ser ou não a favor da despenalização, nas primeiras 10 semanas (ponto final). Até compreendo a confusão, melhor dizendo a indecisão, pois existem muitos outros factores que devemos pensar: como é que o Estado vai suportar este peso? Desde a criação de infraestruturas a apoios à mulher. O que vai acontecer até à mudança da lei vigente? De facto, existem já três empresas (estrangeiras) com o intuito de prestar serviços nesta área, mas existe muito mais trabalho a ser concretizado. O mais difícil conseguiu-se: a mudança de mentalidades, mesmo com mais de 50% de abstenção.


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