Personalidade... o quê?
Ouve-se dizer 'tem personalidade difícil' ou então 'aquela pessoa tem uma personalidade forte'. Apelarei a Psicologia mesclando o meu senso comum. Poderá parecer estranho aliar o senso comum à ciência mas é por demais evidente que assim se atinge o equilíbrio, assim se consegue esclarecer os espíritos mais cépticos.
De um modo geral, a psicologia contemporânea refere-se à personalidade como um conjunto de padrões relativamente consistentes e duradouros de percepção e sentimento, o que confere à pessoas identidades distintas. Mas e o comportamento? É que a tão afamada personalidade inclui pensamentos, motivos, emoções, interesses, atitudes, capacidades e outros factores sobejamente importantes. Assim, quando falamos em personalidade devemos ter cuidado com o que queremos dizer com isso, porque normalmente auferimos-lhe um pendor intransitivo, atribuímos uma menção estagnante e só a noção do que atrás foi dito não é estanque, está em constante mudança, confia-nos o bom senso de não dizer 'personalidade' da forma popular. Como é óbvio, os vícios da oralidade são fortes demais para que paremos de dizer 'personalidade' por tudo e por nada....
Eu, apologista de teorias fenomenológicas e indo ao encontro da Sociologia (interagida com a Psicologia), concordo com Carl Rogers* quando este se centra no self, ou seja, um padrão organizado de características percebidas do «eu». Este termo é geralmente definido como um conceito interno que evolui à medida que as pessoas interagem umas com as outras. Aqui é que reside (apelando ao meu senso comum) a essência do conceito, pois a personalidade, grosso modo, dependente do self , daquilo que experimentamos ao longo da nossa vida.
*Carl Rogers foi um importante psicólogo americano (ou deverei escrever estadunidense? - ...god)


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