Madrugada
De novo ao mergulhar numa incerta madrugada,
espreito a janela de pensamentos confusos
trazendo o frio e o calor pela calada,
a estranha memória de alguns sonhos.
De novo a mergulhar numa incerta madrugada,
oiço os pássaros da noite a chilrearem-me no crânio.
De novo a voz trémula de uma consciência,
de novo aquele pensamento momentâneo....
.... de uma sorte melhor
.... da ida de um amor
.... da perda de muita coisa
.... da certeza de coisa alguma
De novo a mergulhar numa iluminada madrugada,
com choques de luz que me ofusca,
sem nada querer achar parto em busca,
de um condão, de magia de fada
De novo a mergulhar numa iluminada madrugada,
acompanhada pela boémia,
embriaguez dos sentidos,
sento-me e descanso. Tudo volta a acontecer


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