Uma questão de moda
Muitas vezes desprezamo-nos, mandamos o nosso ego para um lugar sombrio e não nos lembramos que ele existe em vez de o termos sempre inchado, obeso de tanto o alimentarmos. O efeito perverso é que muitas vezes ele é alimentado por fast food: sabe bem ao início, sacia a fome mas não nos faz bem à saúde e duas horas depois estamos com fome.
Dou conta, muitas vezes, que me olho ao espelho e gosto do que vejo mas repito, vezes sem conta os defeitos que tenho. A celulite ou a brancura da pele, os olhos mais inchados de manhã, isto e mais aquilo. Custa muitas vezes acreditar que sou bonita. Já me disseram inúmeras vezes que o sou mas acabam sempre por não me convencerem e, a verdade é que não fico envaidecida ao ponto de uma ou outra opinião ditarem o que penso.
Nada é perfeito na vida. A perfeição não é sinónimo de super-ego. Se me disserem que sou perfeito rio desalmadamente ou ignoro o comentário. Já mo disseram e não me refiro apenas ao físico pois seria bastante redutor estar somente a falar nesse âmbito.
O conceito de beleza é relativo e, nos dias de hoje, pode dizer-se que há uma rebelação. Ou seja, o arquétipo de Barbie, as linhas faciais perfeitas, as medidas perfeitas, o peito e rabo cheios q.b, o cabelo estrela-de-hollywood estão a ser dispensados. Surgem as feições irregulares, os lábios desproporcionais, as testas altas, os narizes empinados, enfim os defeitos de fabrico. Ainda bem que a beleza não está a ser fabricada. Pode dizer-se que são as imperfeições humanas (não falo de anomalias) que fazem com que surja o conceito de beleza.


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