Kids ou No kids?
Li um artigo interessante, na revista Happy deste mês que me desapontou, não pela forma mas pelo conteúdo, embora compreenda o porquê de ter sido abordado este assunto, que preocupa tanto as mulheres. O artigo foi baseado no livro, de Corinne Maier, «No kid: quarenta razões para não ter filhos» e demonstra-nos a nós, caras leitoras, 16 de 40 razões para não termos filhos. Note-se que a autora tem filhos e a meu ver, como intérprete que sou, este é apenas o outro lado, o negativo de algo que tem o lado positivo.
Muitas mulheres, optam por não ter filhos, em prol de outros objectivos, sejam eles a carreira, o lazer ou pura e simplesmente porque não querem. Ser mãe sempre significou ser mulher no seu sentido mais completo e complexo, sendo que a mulher que não tinha filhos, até há bem pouco tempo, era desprezada como uma inútil, se bem que nem sempre o facto de não se poder ter filhos era «culpa» da mulher. O rótulo era imprimido, à mulher, com culpa mas sem aspas.
Mãe tem um significado muito especial para outras mulheres: concretização de um sonho. Nada existe de egocêntrico, se não também diríamos que quem opta por não ter filhos é egoísta, porque só quer dar atenção a si própria. Não vou argumentar nem para um lado nem para o outro. Apenas acho que quem tem filhos tem prós e contras, como em qualquer outra situação na vida. É nesse sentido que afirmo que o artigo tem o lado mais negativo mas obviamente que existe lado positivo e é aí que reside o equilibrio, como em qualquer outra opção que tomamos na vida.
Os factores mais importantes serão as transformações corporais, a imagem que o companheiro/marido passa a ter da mulher, isto a nível psicológico. A nível material serão os gastos que a educação, alimentação, saúde acarretam.
Penso em ser mãe um dia, talvez daqui a dez anos pois sei que financeiramente e psicologicamente não estou preparada. O que ajudará certamente, para contradizer a autora e tantas mulheres que pensam exclusivamente assim, será a existência de um bom homem e, principalmente, bom pai e isso, realmente é difícil.
Entretanto, ainda tenho muita vida para aproveitar, sozinha, sem encargos. Poder saír à noite, como hoje, por exemplo, sem me preocupar.


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