terça-feira, outubro 30, 2007

Feliz

Acordo de manhã e vejo o sol radiante, com todo o seu esplendor e a desejar-me «bom dia». Levanto-me com a certeza de que irei sorrir como qualquer um dos garotos que se encontram a brincar no pátio em frente à minha casa e, de súbito, apetece-me brincar com eles, jogar à bola, jogar à apanhada, em vez de, como tantos outros, jogar playstation em casa. Olho para eles da minha janela e rio-me, recordando alguns pormenores de quando tudo era puro, inocente.
Apetece-me fazer bolas de sabão, jogar ao berlinde, apanhar flores e correr num campo verde. Respirar ar puro e aproveitar o que resta na Mãe Natureza. Sinto-me radiante como o sol que me deu os bons dias por ter tudo aquilo que quero na vida, por saber que existo, que dão valor à minha existência e que eu dou valor à existência dos que gostam de mim. Apetece-me oferecer uma flor a toda a gente e dizer «gosto de si/ti». Num impulso, se voasse, retirava todos, agora, dos seus locais de trabalho, estudo, faríamos uma roda gigante de mãos dadas, gritaríamos ao mundo que não existe nada melhor que a amizade. Parece ridículo, estranho mas acontecesse que, quando as coisas boas, começam a parecer ridículas é porque se perderam qualidades como a sensibilidade.
Oiço na rádio músicas como «let the sunshine in» e apercebo-me de que existem constantes raios de sol na minha vida. Sinto-me feliz