segunda-feira, setembro 17, 2007

Na rua

O rapaz que vai na rua,
solta uma alegre chalaça.
De repente olha-me e imagina como serei nua;
caminha com ar cheio de graça.

Virei-me para ele com desdém:
«Não sou o que tu queres».
Respondeu-me que não tinha ninguém,
disse «Na tua ou na minha, onde preferes?»

Camisola de algodão colada ao corpo,
um caracter chinês no braço cravado.
Olhou-me com avidez, entusiasmado,
desacreditei-o com rebolar endiabrado.

Saí depois, porta fora mas não me arrependi.
Será que amanhã me lembrarei de ti?
E ficou-me na lembrança o encontro na rua.
Agora só as estrelas, lá fora o riso da lua.