Corpo e Alma
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, disse um dia um conhecido poeta... mas eu não acredito na alma. Ontem falava disto com uma amiga minha e não ousei tecer uma palavra que dissesse respeito à minha opinião pois pareceu-me que iria falar durante horas e hoje tinha de me levantar cedo...
As vezes diz-se «aquela pessoa parece que não tem alma», eu não diria tanto, talvez apenas «aquela pessoa é uma sacana» ou termos mais impróprios. Acredito que haja pessoas que não sentem, fingem que não sentem ou então são sacanas, sendo este ultimo grupo o pior, sem uma definição possível, pois regozijam-se no sentir (pesaroso, melancólico) do eu.
O corpo, o prazer, os momentos são apenas o que interessa, sendo que o egoísmo apodera-se e nunca sabemos quem temos ao lado. Uma lágrima sem ser enxuta, uma mão sem ser acariciada, uma mente sem ser compreendida. Porquê? Porque as pessoas estão demasiado preocupadas com elas próprias e, não digo que não tenham alma... têm corpo.
A dor que sinto não é dor do corpo, é dor de quê? Pensar que apenas queria construír um mundo, que queria fazer alguém feliz e abraçar toda a noite... preferiu virar-se para o lado, como em tantas noites.
Sozinha. Sigo em força rumo a um objectivo muito concreto mas ao mesmo tempo abstracto: a felicidade! Sei que serei feliz um dia e, ao menos não faço ninguém infeliz, o que já é um pouco de felicidade.
Será que arranjarei emprego como «chantagista»? Diagnosticaram-mo. Ou manipuladora? Escarrapacharam-mo na cara. Não creio... sou mentirosa... também assim consta.
Vou ser livre e apostar naquilo que nunca me disseram: sou a Sónia Garcias.


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