segunda-feira, junho 25, 2007

Uma espécie de mim

Algo sobre mim:

Aqui escrevi há algum tempo atrás acerca da insegurança e digamos que dessa parte até agora tenho sentido menos insegurança em mim, ou seja, no que sou, naquilo que faço, naquilo que falo. Não sei se é essa a opinião das outras pessoas mas segundo um amigo meu não sou assim tão insegura, isto porque admito a minha insegurança, a minha pequenez e ao mesmo tempo a minha grandeza. Gosto de mim, com todas as qualidades que tenho. Mudaria algumas coisas mas, quem não mudaria?
Dou por mim ao espelho a pavonear-me (sem complexos de Narciso) e a admirar aquilo que tenho de bom. Tento mudar aquilo que não está tão bem e isso não se vê no espelho... Melhor dizendo, vê-se no espelho do meu próprio interior. Acho que o grande «pecado» reside em pensar muito no que os outros (as pessoas próximas) dizem.
Hoje sinto-me bem mesmo tendo acordado num dia cinzento e com ditos mais ou menos down na cabeça. Ninguém é perfeito, por isso custa admirarmos alguém com qualidades quase perfeitas. Somos críticos por natureza por isso,tudo o que nos é alheio é alvo de crítica e não de elogio... é díficil elogiar alguém, porque soa sempre a bajulação. O segredo é dedicarmos uma crítica da mesma forma que um elogio: com naturalidade. Digamos que um franzir de olhos e comparações não é natural... Digamos que um sorriso e a construção de uma frase calma é aceite.
Não é que isto interesse a alguém e parece demasiado egocentrista estar a falar disto mas este blog é, sobretudo, dedicado à construção do ser, através de esquisssos e, também, opinião, textos temáticos, críticas e anseios.


Momento Zen:
O salão erótico terminou ontem (oh! - leia-se com ar de pena e não de outra coisa qualquer). Gostaria de ter visitado, por curiosidade e sobretudo porque não gosto de pertencer às massas sem preconceitos, isto é, não me dou a falsos ataques de pós-modernismo no sentido de dizer que não tenho tabus em falar sobre sexo mas, depois corar se me perguntarem sobre algo relacionado. É realmente cómico quando as pessoas dizem não ter tabus mas depois escondem-se na penumbra de um sorriso meio malandro. Depois vem o estigma que se aplica maioritariamente às mulheres quando estas falam sobre sexo, sendo que a mulher não pode gostar nem falar sobre pois ser-lhe-ão atribuídos nomes menos simpáticos. Atribuam-me nomes menos simpáticos pois então.