quarta-feira, março 07, 2007

Passo pela escola secundária que me deteve durante 6 anos e faço contas de cabeça para me lembrar há quanto tempo saí de lá e como as coisas mudaram. O que vejo agora são miúdos com pinta de mc's, com um andar inconcreto, olhos postos no chão, pala do boné de lado; miúdas vestidas todas de igual, com botas felpudas, com boleros e blusas às riscas, ganchos postos de lado para enfeitar o cabelo; professores a serem avaliados por alunos e por pais, a lidarem com pressupostos de bom português, a serem muitas vezes agredidos por alunos e outras tantas por pais porque se ouve dizer «o meu menino é de ouro».
No tempo em que eu andava na escola secundária, haviam miudos a esconderem-se para fumar atrás dos blocos, a terem problemas de aprendizagem, a faltarem às aulas mas nunca assisti a faltas de respeito, a ameaças ou a discussões. Havia uma hierarquia, como existe em todas as organizações do Estado e, essa, era respeitada. Actividades extra-curriculares, apoios psicológicos, atendimento por parte dos professores, associações de pais, que quererão mais de uma escola? Recordarão por certo que a educação dá-se em casa, pelo que o primeiro agente de socialização e, consequentemente, educativo é a família, directamente o pai e/ou mãe, em casos específicos o familiar responsável. A escola é o veículo para aquisição de conhecimentos básicos, a aposta num desenvolvimento intelectual, a preparação de jovens de hoje nos adultos de amanhã. Existem áreas que podem melhorar, no ensino secundário, como por exemplo os cursos tecnológicos das diversas áreas e as disciplinas que são leccionadas.
Recordei com nostalgia o tempo em que andava na escola secundária, os amigos que lá fiz incluíndo professores.