Ele vem com o meu presente,
o meu alimento do corpo - que eu não quero saber da mente.
estende-me num lençol, sem timidez,
enquanto me desembaraço da minha pacatez.
velas, perfume no ar, corpos, calor que queima,
sinto-me ser percorrida por uma mão que não teima,
e leva-me ao sussurro, ao dar a ordem de... mais.
Não me envolvo, ele lê-me apenas os sinais.
Ordeno. Obedece sem luta.
Eficaz, directa, resoluta,
enquanto ele fraqueja na sua limitação
observo satisfeita, mas sem paixão
p.s: afinal até me consigo abstraír... :)


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