quarta-feira, fevereiro 14, 2007

O amor.... faz girar a terra com a sua graciosidade, com a sua subtileza, com a sua pureza. Hoje, dia 14 de Fevereiro comemora-se o dia de S. Valentim, que é dizer o dia dos namorados, mesmo que hajam em alguns países outras tradições. No México, por exemplo, existe a tradição de as mulheres oferecerem algo às melhores amigas. Noutros países da América Latina existe o costume, neste dia, da confraternização de mulheres amigas ( tal como um jantar de aniversário, por exemplo). Em Portugal, tal como noutros países europeus o dia de S. Valentim é destinado a casais enamorados, se bem que já existe a prática de convívio entre amigos, para aqueles que não têm par.

Pessoalmente, gosto de tradições mas não sou seguidora acérrima, muito por esta não ser uma tradição portuguesa em particular e pelo carácter consumista, de modo geral, presente nas outras tradições, como o Natal, por exemplo. Existe uma certa curiosidade da minha parte por questões do folclore de um determinado povo (ou não estivesse eu a acabar o curso de Sociologia) e, neste sentido o povo português deveria dinamizar as tradições que lhe são características. A génese está na festa, no povo, nos bailes, na sardinha assada, no vinho tinto, no caldo verde; na broa de milho, na bola de carne, nas alheiras, na morcela de arroz, nos ranchos folclóricos (que pessoalmente não aprecio mas que é cultura popular), no fado (de Lisboa e de Coimbra); nos grupos corais alentejanos (ou não fosse eu uma alentejana). Apostemos nisso e deixemos as outras tradições serem menos importantes, mais suaves, como por exemplo o Carnaval típico brasileiro. Também existe tradição chamada Entrudo, vivida efusivamente em terras transmontanas....

Voltando ao tema amor, no seu sentido mais específico, existem inúmeras definições que tentam assim torná-lo num conceito. Pelo cariz sentimental, é díficil dar uma definição mas pelo facto de ser interpessoal, é fácil traçá-lo, decompô-lo. Os estudos de Rubin (psicólogo) constituíram um marco na investigação sistemática do amor, sendo que chegou a quatro possíveis componentes do fenómeno amor: o precisar do outro; o cuidado; a confiança e a tolerância.
Existem vários tipos de amor: o amor de um casal jovem, o amor entre um filho e uma mãe, o amor entre companheiros. São frequentes as confusões entre paixão e amor e, embora não concorde, existe o chamado amor passional que é efémero e se distingue pela forte atracção sexual. Existe o amor que é basicamente sustentado pela base do altruísmo, ou seja, prestar ajuda a outra pessoa e este tipo de amor é muitas vezes presente no amor de uma mãe por um filho. O chamado amor completo, seria uma «fusão» entre intimidade, paixão e comprometimento mas como diz a nossa amiga Nelly Furtado «all the good things come to an end», sendo díficil manter este modelo de amor.

A minha definição de amor? É ver a felicidade na pessoa que amo e sentir-me feliz com isso; acordar com um sorriso porque simplesmente sei que essa pessoa existe; saber que posso contar com essa pessoa para rir, chorar, conversar, brincar e todos os verbos existentes num universo... [só nosso]!