sábado, janeiro 13, 2007

Regra geral, costuma dizer-se que os homens são mais egoístas que as mulheres. Também se costuma dizer que as mulheres são mais sensíveis. Muita coisa se costuma dizer... Se formos ver a origem desses ditos, se calhar não estão assim tão errados, estão a ser alterados, isso sim. Todos sabemos que o povo faz questão de acresecentar sempre um ponto ao conto.
Na minha, ainda curta, estadia por cá, relativamente a relações interpessoais, tenho visto, ouvido, sentido muita coisa (não um pouco de tudo, pois assim estaria a exagerar) desde homens egoístas e rudes a mulheres frias e sem escrúpulos, gente cínica, tanto homens como mulheres, gente afável e correcta, gente sincera e com garbo. Só posso falar da minha experiência pessoal, portanto do particular em si e aqui constato que existem caracteristicas de pessoas sem atender ao género, dependentes de inúmeros factores: sociais, psicológicos, educacionais, etc. Mas como uma comum mortal, descendente de Adão e Eva, acabo por generalizar também, a grande tarefa é saber descodificar esse geral e cingir-me ao particular, neste caso a minha observação, a minha experiência. Daqui retiro o seguinte: de toda a gente que conheci, é um facto que as mulheres são mais sensíveis, mais demonstrantes de emoções, mas também mais intriguistas. estes dois factores podem ter uma relação entre si, uma vez que a intriga suscita interesse em saber, em desvendar, em falar de outrém, assim cria-se na pessoa que fala um estado de emotividade, quer positiva, quer negativa. É também facto que os homens são mais práticos e racionais em situações que necessitam rapidamente de uma solução assim, são bons ouvintes e conselheiros mas são os mais egoístas e desleixados. Para eles (os que conheci) basta apenas falar sobre o essencial, ser-se prático e adequar a imagem aos estimulos sexuais.
Basicamente, constato que a mulher é muito mais predisposta a sacríficios conjugais, ao fazer determinada acção pelos dois, enquanto que o homem resolve as suas tarefas com um beijinho, porque pensa que é assim que a mulher fica bem. Esta questão tem muito de quotidiano, na sua génese, pois a mulher faz sacríficios diários: é a mulher que tem de aparentar beleza, e este conceito já é suficiente, se não imaginem (os homens) como é arrancar pêlos com cera. Não querem dizer «por favor» mas anseiam por ouvi-lo das mulheres. Isto tudo com direitos de experiência pessoal, recorrendo a uma contagem minuciosa dos elementos e devidas características.