quinta-feira, janeiro 11, 2007

ana

Todos nós fazemos aquilo que queremos com o nosso corpo, esse é um facto. Todos sabemos também, caso sejamos mentalmente saudáveis que, privando o corpo das necessidades, para poder sobreviver, morremos (a médio ou longo prazo). O que é facto é que existem meninas (na sua maioria) e meninos que são a favor da ana - a amiga que os faz sentir fantásticos mas que os mata.
Fui com curiosidade visitar alguns blogs pro-ana e (pasme-se!) a maioria são brasileiros. Verifiquei que, muitos dos relatos, são tidos como heróicos, ou seja, a obtenção de uma determinada meta fá-los sentir heróis, dominadores do próprio corpo e, mais importante, da mente. Não vale a pena deixar comentários do tipo cristão, porque se bem se lembram, «o jejuar purifica a alma»; comentar de uma forma austera, repressora porque muitas vezes a máxima aliada é «vai para o quarto sem jantar» ou «agora ficas sem comer» - que moral é que têem? Neste caso, citando uma personagem da cena futebolística, há que ter «tranquilidade», porque uma pessoa com anorexia ou bulimia tem de ter, antes de tudo, acompanhamento psicológico, para se diagnosticar o porquê do auto-controle (o que não consegue controlar na vida social, na maioria das vezes).
A nossa sociedade tem mea culpa, ao incitar o culto da magreza e o estigma a quem não tem esta qualidade. Se verificarmos todas as pessoas bem sucedidas como é o caso da loiríssima Paris Hilton, verificamos que a aliada é a magreza.... Até que venha um dia em que as roliças estejam na moda e aí, desata tudo a comer. E nós andamos neste iô-iô, para sermos escravos da moda? No way! (permitam-me)
A ana parece ser uma amiga porreira ao inicio: emagrecemos, uns cinco quilinhos, seis, sete no máximo. Mas ela é muito influenciável e até transforma o espelho de noite para fazer ver que se está gorda, na manhã seguinte. Menos 8, 9 kg..... 10Kg...... 20kg... a amiguinha futil ou a vida?