Inerte depois da notícia dada. Pensei: «estão todos a ir embora», aqueles que sempre me acolheram com um sorriso aberto, que me abraçaram com o calor real de pessoas que gostam, que sentem! Lembro-me das suas histórias de um quotidiano tortuoso devido às dificuldades tidas por gente que nunca teve nada realmente seu, remexendo a terra, implorando o bom tempo e o trabalho certo. Lembro-me também dos relatos de certo e determinado baile, nos tempos de juventude, e do vestido de chita de fulana ou sicrana, do cheiro da maçã bravo - de - esmolfe na feira de Moura e do azeite dessa, então, vila.
A humildade, a generosidade, a grandiosidade de saber tanto sem saber ler nem escrever são características que se estão a perder para dar lugar ao mundo em que estamos: sem laços de ligação com as pessoas, a caír no cada vez maior individualismo.
Para sempre a tua energia, a tua pujança para a vida, o teu sorriso sincero Catarina... minha querida tia Catarina


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