sexta-feira, novembro 24, 2006

Quem
Quais
Onde!
Não me procurem que já nem eu sei se me encontrarei.
Há bocados de mim espalhados por aí, uns levados ao acaso, outros propositadamente.... Nunca os pedi de volta e sinto que ainda me pertencem, ainda me chamam...
[silêncio e uma leve corrente de ar]
Que noite
Qual manhã
Em que sonho?
[e a exclamação passa para uma interrogação de raiva]
Já me esqueci de tanta coisa, que a cabeça pesa de tanto ter pensado, reflectido sobre esses bocados de mim!
Massa consistente da inconstância da vida... Essa ainda perdura! Está aqui e não ma roubam não, mesmo que quisessem!
Ciclo, esfera contínua de latências, nascentes de fragmentos e de padrões que atravessarão o tempo.