sábado, novembro 25, 2006

No outro dia tocaram à minha porta duas testemunhas de Jeová. Eu nunca dou conversa a essas pessoas porque a fé não se apregoa de porta em porta mas pela primeira vez na vida pensei em trocar dois dedos de conversa somente para ver o que tinham a dizer, de que forma falavam. Acho que a religião aliena as pessoas e nada tem a ver com fé. A fé ganha-se individualmente e não por intermédio de um homem habitualmente vestido de branco tão feito de carne e osso quanto eu. Todos os separatismos, as estruturas, as desigualdades ou outros sinónimos são um contrasenso na religião. Mas esta é sem dúvida um dos maiores factores de coesão social, seja por que meios for.... mas é.
Duas senhoras - uma na casa dos 20, outra próxima dos 50 anos - muito solenes, muito janotas a trocarem ideias sobre o porquuê de guerras, catástrofes naturais, traições e outros «bichos do mal». Perguntaram-me o porquê disso tudo... remeti-me ao silencio porque não quis dar explicações sistémicas nem geológicas, tão pouco psicossociológicas!
Reavivaram a importância de ler a Bíblia, a importância de nos questionarmos acerca do que nos acontece e do que acontece no mundo.
Que há coisas que a ciência não explica (ou tenta explicar) é uma coisa, mas também não entremos em vidências ditas de porta em porta