segunda-feira, novembro 27, 2006

Mário Cesariny (1923 - 2006)

O melhor de muitos, pioneiro em técnicas num Portugal cheio de medos e opressões. Nascido em 1923 em lisboa, começou por artes decorativas e por música. Conheceu Breton entretanto em 1947, adoptou ideias do surrealismo francês e transpo-lo em Portugal, tendo sido um dos principais defensores do movimento no cantinho à beira-mar. Inquieto, observador, experimentalista. Linhas esguias, cores ácidas, vernizes, objectos, longitudes eram as «linhas de montagem» de Cesariny. No nosso mundo ficou mais conhecido como poeta, facto advindo da inserção nas artes plásticas. Indiscutivelmente, uma perda no seio artístico português.

Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar